Cilon Orth faleceu na madrugada de hoje aos 75 anos de idade - Reprodução/FN

Uma das personalidades montenegrinas de maior destaque no cenário esportivo nacional e até internacional, o professor Cilon Renato Orth faleceu na madrugada desta quinta-feira, dia 19, aos 75 anos de idade.

Cilon estava com a saúde bastante debilitada nos últimos anos. No início da manhã de hoje, o filho Jeff Orth fez uma postagem sobre a morte do pai. “Pessoal o nosso guerreiro Cilon Orth descansou! Faleceu agora na madrugada.
Tempos difíceis em que estamos vivendo, contágios do vírus, nos forçam a fazer um velório reduzido, antes da cremação que ocorrerá em São Leopoldo. Esta última restrita aos familiares. Entendemos perfeitamente qualquer dificuldade de vocês participarem tendo em vista os cuidados que precisamos ter. O velório será a partir das 11h até 16h. Cremação às 17h. Saúde para nós todos e uma oração que façam por ele”, escreveu Jefferson Orth. O velório estava inicialmente previstos para a capela São João da Funerária Vargas, mas foi mudado para a sede campestre do Clube Riograndense, na Rua Otelo Rosa, do bairro Ferroviário. Cilon foi técnico do Riograndense e o ginásio do clube leva o seu nome. Além de Jeff, Cilon deixa os filhos Renata e William, a esposa Carmen, demais familiares e um incontável número de amigos e admiradores.

Multicampeão deixou seu legado

Cilon foi técnico do Riograndense e da Frangosul, além de professor de educação física
– Crédito: Câmara de Vereadores

Professor de Educação Física, Técnico de Voleibol, “reconhecido internacionalmente como uma referência neste esporte”, Cilon era muito conhecido e estimado. Atuou como professor de Educação Física nas escolas Jacob Renner, São José e A.J. Renner. Foi treinador de vôlei de 1972 a 1984 do Clube Riograndense, conquistando títulos estaduais, e da seleção Gaúcha Infanto-Juvenil, de 1981 a 1983. Treinou a Frangosul entre 1986 a 1991, que chegou a campeã gaúcha de 1986 a 1991 e vice campeã brasileira em 1991, mesmo ano em que foi vice campeã no sul americano de clubes e 4º lugar no Campeonato Mundial de Clubes Campeões. Era proprietário da Escola de Natação Aguazul.

 

No ano passado Cilon recebeu a visita do medalhista olímpico Gustavo Borges
– Crédito: Água Azul

Cilon foi destaque também como jogador. Atuou pelo SER Montenegro, ao lado dos irmãos e do técnico Luiz Felipe Scolari (Felipão), que foi seu colega como professor no antigo Ginásio Industrial (Escola AJ Renner). Foi também técnico de basquete e atuou e incentivador de outras modalidades desportivas. No ano passado, ao lado do filho William, recebeu a visita do medalhista olímpico Gustavo Borges nos 35 anos da Água Azul.

Em abril de 2017, numa iniciativa da vereadora Rose Almeida, foi prestada uma homenagem na Câmara de vereadores, quando recebeu a Honra ao Mérito Legislativo. Na ocasião, Rose leu um histórico de homenagem a Cilon Renato Orth.

Em seu discurso na Câmara, inicialmente Rose agradeceu a Carlos Roese – “Carlão”, que lhe sugeriu prestar a homenagem, quando se encontraram na noite em que foi lançado o livro “Vôlei – Uma História de Paixão e Glórias”, de Claudia Coutinho,
“Homenagem prestada a este montenegrino que estará sempre em nossos corações e memórias pela bela história que construiu”, definiu Rose. “Os seus ensinamentos foram muito além dos conteúdos do currículo. Tivemos aprendizados importantes para a vida. A sua missão vai muito além da missão de um professor. Foi um verdadeiro mestre. Soube despertar a nossa admiração de um modo único, e se tornou uma inspiração para muitos”.
Mencionando que “o esporte nos proporciona conhecer o lado mais nobre de algumas pessoas”, acrescentou que “o vôlei já estava no DNA de Montenegro. O Riograndense fez despertar este código genético, forte o suficiente para conviver com o amadorismo da época”. “Foi reconhecido internacionalmente como uma referência neste esporte”.

Sua jornada começou no Clube Riograndense, passou pela Frangosul, Maringá e Seleções Gaúchas de Base, nas décadas de 1970, 1980 e 1990. “Enquanto o vôlei ganhava adeptos em Montenegro, no cenário nacional, o esporte vivenciava momentos importantes, os quais se tornariam fundamentais para o crescimento da Modalidade no país”, prosseguiu. “A conquista do título de campeão do Interior Juvenil Masculino de 1976 foi um marco na história do vôlei em Montenegro. Na disputa com a Sogipa, diante de um ginásio lotado, o time subiu ao pódio como 2º colocado”.

Em 1985, foi dada a largada para a montagem da Frangosul, com Cilon e o irmão Celso Orth no comando técnico. O foco era disputar o título gaúcho. Naquele ano, o time da Frangosul conquistou o título gaúcho e com esse resultado, Montenegro ganhou vaga para disputar um quadrangular seletivo para divisão principal do campeonato Brasileiro.
O time de Cilon que se sagrou campeão gaúcho de 1981 contava com Dirceu, Américo, Túlio, Jorginho, Karg, Fernando, Marco Antônio Volpi, Marcelo Dutra, Alexandre, José Streb, Gerson e Leomar.

Rose perguntou: “sabe qual é a grande sacada da vida Cilon? É olhar para trás e entender que pessoas que estiveram ligadas diretamente nas suas vitórias permanecem ao teu lado nos dias de hoje”. Como exemplo, citou “algumas que ajudaram a construir essa carreira vitoriosa”. Iniciou pela família, a esposa Carmem e os filhos: Jéferson, Renata e Wiliam. O irmão Celso Orth um grande apaixonado pelo esporte, Adriano Oliveira, Albino, Américo, Antônio Luft, Ari Jorge, Armando Dutra, Astor Wallauer, Bidico, Boni – Marco Bonifácio, Bozó, Braulio, Carlos Becker, Carlos Roese, Cebola- Carlos Alberto Castanheira, Cristiano Heinz, Cristiano Richter, Digão, Dirceu Mombach, Edésio, Eloi Heinz, Fernando Oliveira, Fernando Orth, Fernando Rabelo, Flavinho e Flávio Wallauer, Fredi, Gerson Muller, Gilberto Mottin, Gilson – Mão de Pilão, Gino, Heitor Muller, Hilton, Irineu Marques, Jailton, Jorginho, José Alfredo Schmitz, José Luiz Mottin, José Streb, Jota, Klein, Lebutt, Leomar, Luciano, Maestrini, Marcelo Dutra, Marcelo Fronkowiak, Marcelo Wallauer, Márcio, Marco Antônio Heinz, Marco Antônio Volpi, Marcus Vinicios, Niki Prass, Paulão, Paulo Porto, Paulo Tremea, Peixoto, Poletto, Ricardo Dreher, Roberto Cardona Filho, Roberto Dutra, Rogério, Schwartz, Sônia Dutra, Tadeu Finger, Túlio Soares.

Citando que o Ginásio do Clube Riograndense trocou de nome no dia 7 de setembro de 2004, e deixou de ser conhecido como Taquarinha para passar a ser chamado de Professor Cilon Renato Orth, Rose concluiu sua homenagem, no dia 20 de abril de 2017, afirmando que Cilon Orth foi um colecionador de conquistas e medalhas, “porém, a maior vitória quem teve foi Montenegro com o seu legado que jamais será esquecido. Em nome da sociedade montenegrina, meu muito obrigado professor Cilon Orth”.

2 COMENTÁRIOS

  1. Meus sentimentos a família Orth e com muito pesar que fico sabendo desta triste notícia.Foi meu professor no antigo AJ.RENNER pôr 5 anos aprendi muito com ele tenho até hoje comigo os conselhos que me passou para aVIDA.
    Meus Pesamos.

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