Faz 4 anos que Debora fez transplante de rim e agora virou uma grande atleta Reprodução/FN

Débora Reichert, de 32 anos, conquistou medalha de bronze no triathlon (categoria 30/39 anos) dos Jogos Mundiais para Transplantados, que estão sendo realizados em Nescastle, na Inglaterra. A conquista ocorreu ontem- quarta-feira, sendo muito comemorada pela atleta que é natural de Pareci Novo e mora faz seis anos em São Sebastião do Caí. “Celebrar a vida com pessoas que passaram o mesmo do que tu, é maravilhoso. Celebrar a vida fazendo esportes e competindo com essas pessoas é melhor ainda, e de quebra ainda vem uma medalha”, escreveu Débora em seu Instagram.

A meta de Débora, em sua primeira participação nos jogos, era ficar entre os cinco primeiros. Mas ela conseguiu subiu no pódio e ficou muito feliz. A moradora do Caí iniciou no triathlon faz cerca de dois anos. O esporte reúne corrida, ciclismo e natação. Em novembro do ano passado já conquistou três medalhas nos Jogos Latino-Americanos  para Transplantados, realizados na Argentina, o que garantiu a sua vaga no mundial. “Essa medalha teve um significado diferente esse ano. Eu tive dois sentimentos: o de não ter desistido para chegar até aqui e o de ser incentivo para outros transplantados praticarem esporte”, declarou hoje Débora, ainda na Inglaterra. “O Triatlhon exige muito, tanto do físico quanto do psicólogo, então a minha alegria foi por não ter desistido no meio do caminho e mais ainda por estar mostrando para pessoas que estão na fila de transplante ou pessoas que já transplantaram que nós podemos ter uma vida linda com esporte”, completa.

O transplante

Faz pouco mais de quatro anos que Debora foi submetida a um transplante de rim, que recebeu de uma prima, Angela. Na época, foi entrevistada pelo Fato Novo na casa dos pais, na localidade de Despique, junto com a prima que foi doadora. A cirurgia não só lhe salvou a vida, como foi um marco para Debora se tornar uma atleta. E de primeira linha. “Antes do transplante eu só fazia academia e dava algumas pedaladas. Depois que vi uma reportagem sobre uma transplantada do Hospital Santa Casa de Porto Alegre, que participou do Mundial de Transplantados do ano passado na Espanha, me interessei pelo triathlon”, recorda.

Debora ressalta a importância do esporte na sua recuperação e na qualidade de vida com saúde. “Foi um grande desafio. Antes do transplante fiquei muito tempo sem comer proteína para preservar os rins que estavam funcionando pouco. Perdi muita massa muscular. Jamais imaginava chegar onde estou hoje. Foram muitos treinos. E com muito apoio”, ressalta. Debora destaca ainda a importância das doações de órgãos. “O índice de doações no Brasil, e principalmente no Rio Grande do Sul, ainda é muito baixo. Os Jogos para transplantados servem justamente para divulgar e conscientizar sobre a importância das doações de órgãos”, frisa. “As pessoas têm que entender que, mesmo em momentos difíceis, da morte de um familiar, é importante doar para salvar tantas outras vidas. Isso vai minimizar a dor da perda e ajudar quem necessita. Então por que não doar”, conclui a transplantada e agora medalhista internacional.

 

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