Após muitas conquistas como jogador de vôlei, Jeffe quer passar a sua experiência para as crianças /Reprodução/FN

Jefferson Orth retoma o Projeto de Inclusão Esportiva no Clube Riograndense

Uma semente começa a ser plantada para Montenegro, quem sabe, voltar a ser a capital do voleibol. A cidade tem uma grande tradição no esporte, tendo conquistado títulos estaduais e nacionais com o Riograndense e a Frangosul. E um dos principais responsáveis pelas conquistas foi o técnico Cilon Orth. Jefferson Orth, 41 anos, filho de Cilon, atuou em grandes clubes do voleibol gaúcho e brasileiro, como Frangosul/Ginástica, Ulbra, Unisul (SC), La Salle e Sesi (SP). Jeffe, como é mais conhecido, começou no futebol, chegando a atuar nas categorias de base do Grêmio, mas ficou conhecido mesmo pelo voleibol, onde atuou primeiro como levantador e depois se consagrou como líbero, conquistando vários títulos e chegando a ser cotado para a Seleção Brasileira, já que era um dos melhores atletas da posição no país.

Após 23 anos no voleibol, depois de uma cirurgia no ombro Jeffe decidiu deixar as quadras faz cerca de três anos. Mas agora está retornando ao vôlei através da retomada de um projeto que deve resgatar a tradição montenegrina no esporte. Numa parceria com a Associação Montenegrina de Esporte e Cultura (AMEC) e Idealise, com o apoio do Clube Riograndense, Jeffe está reativando o Projeto de Inclusão Esportiva Riograndense – o PIER.
A idéia é reuniu cerca de 200 crianças, entre 7 e 14 anos, durante o contraturno escolar, para diversas atividades. “O projeto é todo voltado a criança, desde o mini-vôlei e oficinas, dentro da proposta de inclusão social”, explica Jeffe. “É uma idéia de dez anos atrás que estamos retomando”, explica. As aulas deverão ser realizadas duas vezes por semana, no clube Riograndense, onde tem o Ginásio Cilon Orth e toda uma grande estrutura.

O projeto já foi aprovado pelo Governo Federal, podendo receber recursos através das leis de incentivos ao esporte. A captação de recursos deve ocorrer junto às empresas e pessoas físicas, que podem descontar nos impostos. Por isso já está visitando empresas e também esteve com o prefeito Kadu Müller, de quem recebeu apoio. “O projeto é um embrião. Já temos outro para depois, além dos 14 anos”, revela Orth. Ele ressalta que o projeto inclui tanto meninos como meninas, com uma grande estrutura, que inclui professores, materiais, uniformes e transporte. “Vamos pegar as crianças na escola e depois entregar. E vamos acompanhar como está no colégio”, ressalta.

A previsão é de iniciar o projeto em janeiro do próximo ano, mas depende da captação de recursos.

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