Corede/Reprodução

Apesar da crise econômica e das escassas vagas no mercado de trabalho, o Vale do Caí teve uma variação positiva de 3,41%, entre 2017 e 2019, no mapa do emprego. Isso corresponde ao saldo entre admissões e demissões nos últimos três anos.

A fonte dos dados é o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que divulgou recentemente os números. Para o presidente do Conselho Regional de Desenvolvimento do Vale do Rio Caí (Corede), o caiense Alzir Bach, que passou uma tabela onde constam os empregos formais, geração de novas vagas e variação percentual dos últimos três anos, os indicadores do Caged são a melhor avaliação do desempenho da economia na região. “O desenvolvimento econômico só faz sentido se gera mais emprego e renda. Isto representa mais qualidade de vida, mais dinheiro em circulação, mais vendas no comércio, menos gastos com saúde, impacta na segurança pública e é mais comida na mesa. E isto reflete na agricultura, ativando toda a cadeia produtiva. Todos ganham”, afirma.

Sobre os números, o destaque na região é Alto Feliz, que nos últimos três anos teve um saldo positivo na geração de empregos de 34%. É um índice fantástico, dez vezes superior a média do Vale do Caí. “Resultado da parceria do poder público com empresas”, comemora o prefeito Paulo Mertins, citando a implantação de dois distritos industriais e o apoio aos trabalhadores, inclusive com creches que não fecham nem no período de verão. “Temos uma diversificação muito grande de empresas. Muitas estão em expansão e atividades novas estão surgindo”, completa, esperando que a boa média na geração de empregos seja mantida nos próximos anos.

Ao todo, entre os vinte municípios da região, oito tiveram saldo negativo. Salvador do Sul, com saldo negativo de 130 foi o pior desempenho em 2019 na região. Já na média dos três últimos anos a pior foi a de Brochier, com 27% negativo. Montenegro, que é o maior município do Vale do Caí, teve um saldo positivo de 8,81% entre 2017 e 2019. Ficou em 5º lugar no ranking, atrás de Alto Feliz (34%), São Vendelino (10%), Vale Real (9,8%) e Harmonia (9%). Em 2018 Montenegro chegou a ter um saldo positivo de 1.121 vagas, mas no ano passado caiu para 325. Já São Sebastião do Caí ficou na 12ª posição na lista dos vinte municípios, com saldo negativo de 2,34%. Desde 2015 o Caí vem tendo saldo negativo na geração de empregos. Em 2011, por exemplo, chegou a ter um saldo positivo de 784 admissões em relação às demissões. Já em 2016 teve o pior desempenho, com 565 negativo. No ano passado caiu para um saldo negativo de 53 vagas.

Para Alzir, a região ficou abaixo da necessidade para atender a demanda de novos empregos, mas mesmo assim está acima das médias do país e do Estado, que não chegou a 2% no mesmo período. “É um indicativo de que as coisas estão melhorando, mesmo que devagar. Precisa melhorar ainda mais para atender a necessidade de empregos”, espera.

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