Fonte: Corede/Reprodução

Em meio à crise econômica, o ritmo do crescimento está menor neste ano no Vale do Caí. E isso tem se refletido também na geração de empregos na região. “A geração de novos empregos continua restrita a poucos municípios”, avalia o presidente do Conselho Regional de Desenvolvimento (Corede), Alzir Bach, sobre o mapa do emprego, após os números divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), vinculado ao Ministério do Trabalho, com base nos trabalhadores com carteira assinada. Entre janeiro e setembro deste ano, o saldo no Vale do Caí é de 801 empregos. No ano passado todo foi de 1.698. Portanto, em nove meses de 2019 temos a metade do saldo positivo do ano anterior. A situação é preocupante caso a economia não tenha uma recuperação. Mas ainda é melhor do que 2017, quando teve um saldo negativo de 139. No Rio Grande do Sul, nestes nove primeiros meses o saldo é positivo de 15.783 empregos, contra 16.808 de todo o ano passado e 12.365 negativos de 2017. Já no Brasil a situação melhorou neste ano, com saldo positivo de 696.853 entre janeiro e setembro de 2019, contra 421.078 do ano passado e 123.429 negativos em 2017.

Em alguns municípios do Vale do Caí a situação do emprego é mais preocupante, como mostram os números negativos de São Sebastião do Caí, Capela de Santana e Brochier. O quadro destes municípios não mudou em relação ao primeiro semestre deste ano. O Caí, aliás, vem acumulando índices negativos no saldo de emprego dos últimos anos. Nos nove primeiros meses deste ano chegou ao saldo negativo de 82. Até mesmo Tupandi, que vem tendo um desenvolvimento fantástico nos últimos tempos, teve saldo negativo em 2018 e também neste ano. Montenegro, que é o maior município da região, teve uma queda significativa em comparação com o ano passado, mas tem conseguido se manter com índices positivos. Em todo o ano de 2018 o saldo foi positivo de 1.079 empregos e nos nove primeiros meses deste ano não passou de 198. Por outro lado, alguns municípios tiveram saldo bem positivo, com números bastante expressivos. O destaque principaldeste ano ficou para Portão. Também Vale Real, Bom Princípio, Harmonia, São José do Hortêncio e Feliz obtiveram boas performances.

Conforme o presidente do Corede, Alzir Bach, que encaminhou a tabela para a reportagem, se esperava que os índices da região fossem melhores. Ele cita que neste período de nove meses, no Vale do Caí, a indústria gerou 301 empregos, serviços 256 e a construção civil 70, enquanto o comércio se manteve estagnado. A expectativa é de um reaquecimento nestes últimos meses do ano.

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