Viúva foi presa na última segunda-feira - Crédito: Melissa Costa/Grupo Repercussão

Na tarde desta segunda-feira, dia 9, a Polícia Civil de Sapiranga prendeu Ledamaris da Silva Contreira, de 42 anos. Ela é acusada de envolvimento na morte do marido, o comandante do Corpo de Bombeiros de Montenegro, Glaiton da Silva Contreira, de 52 anos, assassinado em Sapiranga em 25 de outubro último. Ledamaris foi localizada pela Polícia na casa de uma irmã, em Viamão. Ela é acusada de ser a mentora do crime. Por isso teve a prisão preventiva decretada pela Justiça. O seu filho, Yago Rudinei da Silva Machado, de 26 anos, confessou o homicídio no mesmo dia em que foi encontrado o corpo do militar, em Sapiranga, no dia 26 de outubro.

Enteado confessou ter matado o tenente Contreira, mas negou participação da mãe
Crédito: Facebook/Reprodução

Contreira e Ledamaris estavam casados faz doze anos e estavam em processo de separação. O casal tem um filho de 9 anos. O tenente estaria se mudando para Nova Hartz. O motivo do homicídio seria uma disputa patrimonial, pela casa da família. O tenente teria sido dopado com anestésico e atingido por golpes de estilete no pescoço pelo próprio enteado. Ele teria desviado anestésicos do hospital onde trabalhava como estagiário. Contreira teria sido morto quando voltou de uma caminhada. Após, o corpo foi levado em seu veículo, pelo enteado, até a divisa com Campo Bom, onde foi encontrado num matagal.

A viúva chegou algemada na Delegacia de Sapiranga, por volta de 17h20 de hoje, e em seguida iria prestar depoimento. Conforme familiares dela, a mulher já teria afirmado que mataria o tenente, caso a deixasse. No telefone dela a Polícia encontrou mensagens suspeitas, trocadas com Yago. Na fatura do seu cartão de crédito também consta a compra de um estilete, que teria sido utilizado no assassinato. O enteado ainda teria testado o anestésico num cão, dias antes do crime. E na internet pesquisou sobre uso de faca, anestésico (éter), herança e outras questões.

Para a Polícia, a viúva teria participado ativamente do crime, inclusive ajudando a dopar o marido e carregá-lo para o carro. O enteado, em seu depoimento, negou a participação da mãe, mas em seu testemunho ela entrou em contradição.

Crime motivado pela herança

Segundo foi apurado pela Polícia, a casa iria ficar para o filho mais novo do casal, em usufruto da esposa até o menino completar 18 anos. Isso teria deixado Yago descontente, pois não teria a herança. No caso de morte, a viúva receberia pensão e o tenente tinha um salário de cerca de R$ 12 mil. Portanto, a Polícia acredita que foi um crime planejado, realizado de forma fria e cruel. O tenente Contreira criou o enteado como se fosse seu filho e cuidou da mulher quando ela teve um derrame. Abriu mão da casa. Mesmo assim foi cruelmente assassinado.

Comandante dos Bombeiros de Montenegro, o Tenente Glaiton da Silva Contreira, de 52 anos, foi morto em 25 de outubro em Sapiranga
– Reprodução/FN

O enteado, após ter matado o padrasto, chegou a mobilizar buscas e pedir ajuda nas redes sociais. Já a viúva esteve no velório do marido, no quartel dos bombeiros em Rio Grande, cidade onde o tenente nasceu. Além de Montenegro, Contreira atuou também nos bombeiros de Sapiranga e comandou o quartel em Taquara. Em Montenegro o tenente Contreira estava no comando da corporação faz cerca de um ano e meio, atendendo municípios de toda a região. Comandava também o quartel de Taquari. Era muito estimado e elogiado, tendo conseguido várias conquistas importantes para a corporação, mesmo em pouco tempo de atuação em Montenegro.

De acordo com a defesa de Yago, o rapaz tem esquizofrenia paranoide e sofre alucinações, além de alterações no comportamento. Por isso sua advogada entende que seu depoimento não pode ser considerado. Já Ledamaris ainda iria prestar depoimento.

Vídeo: Fernando Bertotto/Grupo Repercussão

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