Durante a sessão de ontem, vereadores de oposição usaram camisetas pedindo por respeito Reprodução/FN

A sessão da Câmara de Vereadores de Pareci Novo, na noite de ontem, quinta-feira, dia 30, não teve a presença da vereadora e primeira-dama Maria Lourdes Francisco (PDT). Ainda durante a tarde de quinta-feira ela encaminhou um atestado médico e não compareceu. Conforme o prefeito Oregino José Francisco (PDT), sua esposa Lourdes está em licença médica por estar bastante perturbada emocionalmente.

O prefeito divulgou uma nota oficial no final da tarde de ontem. “É de conhecimento público o episódio envolvendo minha esposa, Maria de Lurdes Francisco. No momento, ela está submetida a  tratamento médico, recebendo os devidos cuidados, necessitando ficar afastada de suas atividades para se reestabelecer. Tal situação é desvinculada da função pública que exerce, pois todos estamos sujeitos a adoecer. Peço a compreensão de todos e que respeitem a privacidade da família, que vem sendo extremamente afetada, para que, neste momento complicado, possamos ter tranquilidade para recuperar a saúde da Lurdes”, declarou o prefeito.

Camisetas pedindo respeito

Durante a sessão de ontem, os cinco vereadores de oposição e mais alguns familiares, usaram camisetas brancas em que pediam respeito. Além do caso da vereadora Lourdes, que foi flagrada em imagens de câmeras colocando fogo e causando estragos numa casa do presidente da Câmara, outra denúncia foi encaminhada junto a 4ª Câmara do Tribunal de Justiça, em Porto Alegre. Na denúncia, com base em gravações de conversas do prefeito Oregino com o presidente da Câmara, Francisco Mendel (MDB), os vereadores de oposição afirmam que foram feitas ameaças. E além de Francisco, nomes de outros vereadores são citados nos áudios.

Alguns vereadores, que utilizaram a tribuna durante a sessão, fizeram referência ao que está ocorrendo no Pareci. “Fizemos manifestações respeitosas. Estão todos ainda sob impacto da situação. Falei sofre a pressão e tensão vivida pela família do vereador Francisco e também por todos nós. As ameaças, intimidação, provocações e desgastes ao longo deste um ano e meio de mandato, dificultando para fazer um trabalho em conjunto, afastando o Executivo do Legislativo. Apesar de toda a dificuldade, pedi mais diálogo em benefício do município”, afirmou Edson Müller (PDT).

Já Adriane Colling Kinzel (PTB) diz que falou sobre significado de respeito. “Me manifestei sobre o assunto de forma amena.  Que sempre respeitei a Lurdes. Até hoje também. E que agora a situação dela cabe à Justiça. Cada um deve responder pelos seus atos. E  queria que terminassem essas perseguições e desrespeitos aos vereadores, pois esse não foi um fato isolado. Existiram outros casos que também estão com a Justiça. Enfim, os fatos falam por si só”, declarou.

O único vereador da situação que se manifestou sobre o caso, na tribuna, foi o professor Paulinho Reisdorfer (PDT). “Com muita tristeza manifestei minha opinião sobre o episódio que causa uma imagem negativa a Câmara de vereadores e também ao próprio partido. Contra fatos não tenho como defender o ato. Mas é uma oportunidade de cada vereador fazer uma reflexão com o objetivo de dar um novo rumo à política de Pareci. Situação e oposição devem entrar num consenso e os conflitos não podem mais prejudicar o município. Cada um deve compreender seus erros para abrir um canal de diálogo. Espero novos tempos mais pacíficos”, destacou.

O presidente da Câmara, Francisco Mendel, que teve a sua casa atingida pelos danos provocados pela vereadora e primeira-dama Lourdes Francisco, preferiu não se manifestar sobre o caso. “Vou viajar. Já tinha programado uma licença de três semanas. Vou aproveitar para descansar”, disse, sobre a tensão dos últimos dias. Francisco também não falou se entrará com mais alguma ação contra Lourdes na Câmara. Disse que isso deve ser analisado pelo jurídico da casa. Durante a sua licença, quem assume a presidência é a vice Adriane Colling Kinzel. “Sobre o futuro da vereadora Lourdes na Câmara ainda não se sabe ao certo. Existe legislação a ser bem observada para tomar atitudes pertinentes. É preciso agir com cautela nesse assunto tão delicado”, frisou Adriane. O suplente de vereador Pedro Rhoden (MDB) assume uma cadeira na Câmara durante a ausência de Francisco Mendel.

 

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