Vereador Erico Velten prestou depoimento hoje na Delegacia de Montenegro - Arquivo/FN

Na manhã de hoje, quarta-feira, dia 7,  o presidente da Câmara de Montenegro, Vereador Érico Fernando Velten (PDT),  esteve na Delegacia de Polícia onde prestou esclarecimentos sobre as acusações que pesam contra ele. Na ocasião, conforme a Polícia Civil, o vereador negou veementemente todas as situações que lhe são imputadas. Segundo a Polícia, a investigação está quase em final de curso, restando algumas diligências ainda pendentes, inclusive algumas formuladas pela defesa.

Em entrevista no último mês de setembro, o presidente da Câmara já tinha garantido que as acusações de assédio e extorsão, feitas para uma ex-assessora sua, eram inverídicas. “É muito ruim esta mentira para denegrir a minha imagem”, declarou na época, ao lado do advogado Afonso Praça Baptista, que contratou para a sua defesa no processo. “Quero que a Polícia apure e esclareça todos os fatos”, completou.

Assim que o inquérito for concluído, será remetido pela Justiça. Dependendo do resultado da apuração, poderá surgir alguma ação também na Câmara, como no Conselho de Ética. Em caso de pedido de afastamento, como por quebra de decoro parlamentar ou improbidade, segue todo um rito, semelhante ao processo de impeachment, ouvindo todas as partes. “Não se pode condenar antes de apurar os fatos”, afirmou o advogado do vereador Erico.

As denúncias

A ex-assessora Natasha de Oliveira Ferreira acusa Erico  de extorsão e assédio. O boletim de ocorrência (BO) foi registrado na Delegacia no último dia 6 de agosto, quando iniciou a investigação da Polícia Civil.

Erico é o atual presidente da Câmara de Vereadores e Natasha era sua assessora. Na denúncia, ela informou que parte do seu salário de R$ 4.171,28 tinha que ser repassado ao vereador. Inicialmente diz que um cabo eleitoral de Erico recebia 500 reais do seu salário. Contou que também foi obrigada, junto com o pai, a se filiar ao PDT e com isso doar mais 5% do seu salário, o que representava em torno de 200 reais. Após, ela diz que o vereador teria dobrado a exigência de parte de seu salário, passando de 500 para mil reais. Foi quando declarou que se negou a entregar e acabou sendo demitida. Ela inclusive entregou a Polícia extratos bancários e áudios que estão sendo analisados na investigação.

Outra denúncia da ex-assessora é de assédio por parte do presidente da Câmara. Ela relatou que numa quinta-feira, depois da sessão e de uma confraternização, teria pego carona com Erico, o qual teria a assediado, passando a mão na perna, tentando beijá-la e questionado se não queria ir a um motel, no que ela se negou. Natasha disse que em outra ocasião o vereador também teria passado a mão em sua perna, quando foi buscar alguns documentos para ele.

Além do vereador, a Polícia já ouviu algumas testemunhas, inclusive uma assessora de outro vereador que também acusa o presidente da Câmara de assédio.

A reportagem fez contato com Natasha, ainda na época da denúncia, mas ela preferiu não se manifestar sobre o caso. No site do Fato Novo tem um direito de resposta do vereador Erico Velten sobre as acusações, publicado em 7 de setembro.

Deixe seu comentário