Erico Velten, em manifestação no ano passado, garantiu que acusações são inverídicas - Arquivo/FN

A Polícia Civil concluiu a investigação sobre as denúncias contra o vereador Erico Velten (PDT). Conforme a Polícia, depoimentos e gravações juntadas aos autos levaram ao indiciamento nos crimes de assédio sexual e concussão, este último pela acusação de ser beneficiário dos valores exigidos da vítima. Concussão é o ato de exigir para si vantagem indevida. Além do encaminhamento para a Justiça, cópia do procedimento será enviada à Câmara de Vereadores..

Em 6 de setembro do ano passado, quando Erico ainda era presidente da Câmara, a ex-assessora Natasha de Oliveira Ferreira registrou ocorrência na Delegacia acusando Erico de extorsão e assédio. Na denúncia, ela informou que parte do seu salário de R$ 4.171,28 tinha que ser repassado ao vereador. Inicialmente diz que um cabo eleitoral de Erico recebia 500 reais do seu salário. Contou que também foi obrigada, junto com o pai, a se filiar ao PDT e com isso doar mais 5% do seu salário, o que representava em torno de 200 reais. Após, ela diz que o vereador teria dobrado a exigência de parte de seu salário, passando de 500 para mil reais. Foi quando declarou que se negou a entregar e acabou sendo demitida. Outra denúncia da ex-assessora foi de assédio. Ela relatou que numa quinta-feira, depois da sessão da Câmara e de uma confraternização, teria pego carona com Erico, o qual teria a assediado, passando a mão na perna, tentando beijá-la e questionado se não queria ir a um motel, no que ela se negou. Natasha disse que em outra ocasião o vereador também teria passado a mão em sua perna, quando foi buscar alguns documentos para ele.

A reportagem buscou contato com o vereador, mas as mensagens não foram respondidas até o momento. Em setembro do ano passado, logo após as denúncias, Erico garantiu que as acusações são inverídicas. “É muito ruim esta mentira para denegrir a minha imagem”, declarou. “Quero que se apure e esclareça todos os fatos”, completou. “Tenho a consciência limpa de que jamais procedi em atentado ao decoro parlamentar, muito menos em face da dignidade da pessoa humana”, afirmou Erico, em seu perfil no facebook. Em nota, no ano passado, o vereador garantiu que as acusações são caluniosas e que teriam ocorrido por ter demitido a assessora em 1º de agosto de 2018 por ser inábil para executar as funções. Garantiu que vai se defender com virulência, em fase de uma acusação falsa, originada por vingança.

Manifestação da defesa

O advogado Afonso Praça Baptista, que está atuando na defesa do vereador Erico, enviou uma manifestação sobre o indiciamento de seu cliente. “Recebo com profundo espanto e descontentamento tal notícia, tendo em vista que protocolei em novembro do ano passado, lista de diligências à autoridade policial, de interesse ao investigado, que sequer me intimar do indeferimento o fez, mostrando total desprezo à defesa constituída, e por assim dizer, à advocacia. Tomarei acento da situação e conversarei com meu cliente, para que tomemos medidas competentes para o assunto”, declarou.

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