Um suspeito de envolvimento na morte do eletricista Carlos Alberto Bittencourt Antunes foi preso na manhã de hoje, segunda-feira, no município de Portão. A Polícia Civil cumpriu dois mandados de busca e apreensão, um na casa de dois irmãos e outro na de um amigo. Um dos irmãos, que segundo a Polícia teve um relacionamento afetivo com a ex-esposa do eletricista, acabou sendo preso porque os policiais encontraram munição em sua casa. A Polícia suspeita que ele era o motorista do carro e veio a Montenegro junto com um comparsa para matar Carlos Alberto no último dia 12 de novembro. O carro seria de seu irmão, que não foi localizado. E o comparsa, suspeito de disparar os tiros, também não foi encontrado.

A Polícia encontrou munição do mesmo calibre 38 que teria atingido o eletricista. Também foram apreendidos 1.150 reais em dinheiro. O indivíduo detido foi preso em flagrante por posse de munição. Em depoimento, ele negou participação no homicídio. Deverá ser estipulada fiança e responderá processo em liberdade. Mas as investigações continuam para tentar elucidar o assassinato. A principal suspeita é de crime passional.

A execução

O assassinato aconteceu por volta de 17h35min do dia 12 de novembro, uma segunda-feira. O eletricista Carlos Alberto Bittencourt Antunes, de 48 anos, que trabalhava para uma empresa que presta serviços para a RGE Sul, após ter saído do trabalho estava junto da parada de ônibus, na margem da RS 287, entre o Parque Centenário e o trevo do Shell. Como fazia sempre após o serviço, iria pegar o ônibus para voltar para casa. Não se sabe se iria para Portão, onde morava a ex-esposa, ou para São Leopoldo, onde reside sua mãe. Ele era pai de três filhos.

Conforme testemunhas, um homem desceu de um veículo e foi em direção a Carlos disparando pelo menos três tiros. O eletricista tentou fugir, mas acabou sendo executado, caindo na calçada e não resistindo. O autor dos disparos teria fugido em direção ao Parque Centenário, não sendo mais avistado. A suspeita é de que tenha fugido no mesmo veículo que tinha o deixado perto da parada de ônibus.

Carlos Alberto não tinha antecedentes criminais. E nada foi roubado. Por isso a Polícia descartou motivações por tráfico de drogas ou latrocínio (matar para roubar). A suspeita maior é que tenha sido crime sob encomenda, como passional (motivado por amor), desavença ou até por engano. As investigações continuam. Qualquer informação, mesmo de maneira anônima, pode ser passada para os telefones 197, 3632 1111 ou 3649 0000.

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