Espancamento e brigas aconteceram junto a restaurante da BR 386, em Montenegro, após o jogo entre Grêmio e São Paulo - Reprodução/FN

Foi realizada na última quinta-feira, dia 17, a terceira e última audiência do caso que envolve uma briga entre integrantes das torcidas organizadas do Grêmio, Geral e Super Raça Gremista, ocorrida em dezembro do ano passado, em um posto de combustíveis, na margem da BR 386, próximo ao posto da Polícia Rodoviária Federal de Montenegro.

Vítima agredida ficou caída desacordada na frente do restaurante
– Reprodução/FN

Conforme divulgação no site do Tribunal de Justiça do Estado (TJ RS), durante o tumulto o torcedor Crystian Flores Oliveira foi ferido com garrafas, pedras, chutes e socos, sendo que as agressões continuaram mesmo após estar caído no chão, tudo gravado pelas câmeras do circuito interno do posto. Segundo a Justiça, os agressores Mauro Henrique Comoretto Marques, Edson Costa Alencar e Mateus Machado Martins foram identificados pelas vítimas, bem como pelas imagens das câmeras de segurança do local.

O Ministério Público denunciou os réus por tentativa de homicídio. Eles ficaram presos preventivamente de dezembro de 2019 até julho deste ano.

Conforme a Juíza do caso, Priscila Gomes Palmeiro, da 1ª Vara Criminal da Comarca de Montenegro, foram realizadas três audiências para oitiva das vítimas, testemunhas e réus.

Em 28 de julho, foi realizada a primeira audiência virtual com a oitiva de cinco testemunhas de acusação e três de defesa. Na ocasião, também foi revogada a prisão preventiva dos três acusados, sendo substituída pelas seguintes medidas cautelares: não frequentar bares onde seja vendida bebida alcoólica, nem estádios de futebol, além de comparecer mensalmente em juízo para justificar atividades.

No dia 27 de agosto, as duas vítimas do processo foram ouvidas pela magistrada, além do interrogatório dos réus Edson Costa Alencar e Mateus Machado Martins, todos de forma virtual.

Na última quinta-feira foi realizado o interrogatório do réu Mauro Henrique Comoretto Marques, também de forma virtual, encerrando a fase de instrução do processo.

Agora, o Ministério Público e a defesa dos réus têm prazo de cinco dias para apresentação de memoriais.

Até o final do mês de outubro, a Juíza de Direito Priscila Gomes Palmeiro deverá decidir sobre a sentença de pronúncia. É uma decisão que não põe fim ao processo. Ela apenas decide que existem indícios de um crime doloso contra a vida e que o acusado pode ser o culpado e que, por se tratar de um crime doloso contra a vida, o processo será julgado por um tribunal do júri e não por um juiz sozinho.

A briga

O desentendimento ocorreu em 1º de dezembro do ano passado logo após o último jogo do Grêmio pelo Brasileirão, quando o tricolor derrotou o São Paulo na Arena. Na parte de fora do Restaurante Paradouro 22, junto ao local onde estacionam os ônibus das excursões, aconteceram as violentas agressões, que chegaram a deixar um torcedor desacordado. No local ficaram marcas de sangue e vidros quebrados. Vídeos mostrando as agressões e os estragos repercutiram na imprensa e nas redes sociais.

Os acusados foram identificados pela Polícia Civil de Montenegro. Foi apurado que os torcedores envolvidos estariam em ônibus de Santa Maria e pertencem a torcidas organizadas do Grêmio. As torcidas, mesmo sendo do mesmo time, teriam uma rixa. A vítima das agressões foi socorrida por uma equipe médica do Samu. Outro torcedor teria levado uma tijolada na cabeça.

Conforme informações, o desentendimento entre torcedores teria iniciado ainda na Arena. E depois os grupos de torcedores acabaram se reencontrando em frente ao paradouro, ocasionando a confusão. Além de ferimentos, o tumulto gerou danos materiais no restaurante e nos ônibus, como vidros quebrados.

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