Erico Velten (à direita) contratou o advogado Praça Baptista Reprodução/FN

O presidente da Câmara de Vereadores de Montenegro, Erico Velten (PDT), decidiu se manifestar através das redes sociais com relação as acusações de extorsão e assédio por parte de sua ex-assessora Natasha de Oliveira Ferreira. Em seu perfil no facebook da internet, Erico declarou: “diante das inverídicas, caluniosas e covardes acusações apresentadas à 1ª Delegacia de Polícia de Montenegro, por aconselhamento de minha esposa, familiares, colegas vereadores e demais apoiadores de qualquer tempo, contratei os préstimos do advogado Dr. Praça Baptista, para cuidar desta situação, infame que vivo. Já, imediatamente, estamos nos antecipando e requerendo cópia integral do Inquérito Policial e das citadas gravações, das quais desconheço por completo. Com a alma leve dos inocentes, mesclada com a indignação do falsamente acusados, quero que tudo seja investigado, apurado e trazido às claras. Tenho a consciência limpa de que jamais procedi em atentado ao decoro parlamentar, muito menos em face da dignidade da pessoa humana. Sou filho e marido, não posso tolerar qualquer tipo de violência contra a mulher, mas vou me defender com virulência, em face de uma acusação falsa, originada por vingança, e que está sendo usada por meus opositores de maneira oportunista, já que me tornei um Presidente da Casa Legislativa, firme, com austeridade administrativa, contrariando muitas expectativas. Não temo a verdade, ela me libertará. Quem deve temer a investigação, são aqueles que estão tentando me prejudicar e faturar com esse momento de profunda torpeza”, declarou, em seu facebook, junto com uma foto onde aparece ao lado do advogado Praça Baptista, o mesmo que atuou de assistente de acusação no processo de impeachment que resultou na cassação do ex-prefeito Luiz Américo Alves Aldana, quando Erico foi o presidente da comissão processante.

Na noite de hoje, quinta-feira, 6 de setembro, ocorreu sessão solene da Câmara de Vereadores de Montenegro, em alusão ao dia da independência do Brasil. E em seguida aconteceu a sessão ordinária, com votações de requerimentos. Foi uma sessão tranqüila. Com relação a denúncia contra o presidente do legislativo, não ocorreram manifestações dos vereadores. O presidente do Conselho de Ética da Câmara, vereador Joel Kerber (PP), declarou à reportagem que, sobre a possibilidade de alguma ação contra Erico, depende de pedido de alguma pessoa da comunidade, vereador ou presidente de partido. E aí segue um rito, que no caso de pedido de afastamento, como por quebra de decoro parlamentar ou improbidade, é semelhante ao processo de impeachment, ouvindo todas as partes.

As denúncias

Uma ex-assessora da Câmara Municipal de Montenegro registrou ocorrência na Delegacia de Polícia contra o vereador Erico Velten (PDT). Natasha de Oliveira Ferreira acusa Erico  de extorsão e assédio. O boletim de ocorrência (BO) foi registrado na Delegacia no último dia 6 de agosto e o caso está sob investigação da Polícia Civil.

Erico é o atual presidente da Câmara de Vereadores e Natasha era sua assessora até recentemente, quando foi demitida. Na denúncia, ela informou que parte do seu salário de R$ 4.171,28 tinha que ser repassado ao vereador. Inicialmente diz que um cabo eleitoral de Erico recebia 500 reais do seu salário. Contou que também foi obrigada, junto com o pai, a se filiar ao PDT e com isso doar mais 5% do seu salário, o que representava em torno de 200 reais. Após, ela diz que o vereador teria dobrado a exigência de parte de seu salário, passando de 500 para mil reais. Foi quando declarou que se negou a entregar e acabou sendo demitida. Ela inclusive entregou a Polícia extratos bancários e áudios que estão sendo analisados na investigação.

Outra denúncia da ex-assessora é de assédio por parte do presidente da Câmara. Ela relatou que numa quinta-feira, depois da sessão e de uma confraternização, teria pego carona com Erico, o qual teria a assediado, passando a mão na perna, tentando beijá-la e questionado se não queria ir a um motel, no que ela se negou. Natasha disse que em outra ocasião o vereador também teria passado a mão em sua perna, quando foi buscar alguns documentos para ele.

A Polícia já ouviu algumas testemunhas, inclusive uma assessora de outro vereador que também acusa o presidente da Câmara de assédio. A investigação na Delegacia continua e após a conclusão do inquérito o processo será enviado ao Judiciário.

A reportagem fez contato com Natasha, mas ela preferiu não se manifestar sobre o caso.

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