Edler Gomes dos Santos será sepultado hoje em Porto Alegre - Reprodução/FN

O velório do policial civil Edler Gomes dos Santos, de 54 anos, morto em tiroteio durante uma operação policial na manhã de ontem, terça-feira, no interior de Montenegro, deve começar às 8 horas da manhã de hoje. A despedida será no cemitério Parque Jardim da Paz, em Porto Alegre, onde perto das 11h30 o corpo vai ser sepultado. Assim como já aconteceu ontem através de sirenaços em todo o Estado, várias homenagens estão previstas para hoje na despedida. Ontem, 17h, assim como em todo o Rio Grande do Sul, também teve sirenaço na frente da Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) de Montenegro. No final da manhã de hoje, quarta-feira, quando estava previsto o sepultamento, ocorreu nova homenagem em Montenegro, com sirenaço da Polícia Civil, Brigada Militar e Susepe, na Praça Rui Barbosa, bem no centro da cidade.

O policial Edler tinha duas filhas e em breve seria avô. Morava em Porto Alegre e estava na Polícia desde 2010, trabalhando atualmente na Delegacia de Lavagem de Dinheiro do Departamento Estadual do narcotráfico (Denarc).

No tiroteio, outro policial, Alexandre Machado, também do Denarc, foi atingido no ombro e rosto. Sua situação só não foi mais grave porque conseguiu se proteger atrás de uma viatura. Ele foi internado no Hospital Montenegro e está se recuperando bem. O acusado de efetuar os disparos, Claudio Roberto Nardi, de 59 anos, morreu no local. Conforme a Polícia, ele tinha antecedentes por crime ambiental e era suspeito de envolvimento em abigeato (furto de gado). Entretanto, familiares de Claudio negam que participasse de abigeato, dizendo que ele era trabalhava como agricultor. Na casa de madeira onde morava foi encontrado um freezer com carne suspeita de ser proveniente de caça ilegal ou furto, além da espingarda que utilizou ter numeração raspada.

A reportagem do Fato Novo esteve ontem no local do tiroteio, uma propriedade rural no interior de Montenegro, na localidade de Potreiro Grande, perto da Penitenciária Estadual do Pesqueiro. A Polícia Civil realizava uma grande operação com o cumprimento de 84 mandados de busca e apreensão em 37 municípios, incluindo em propriedades, estabelecimentos comerciais, casas e outros locais, no chamado Dia D de combate aos crimes rurais. Só em Montenegro, conforme o delegado regional Marcelo Farias Pereira, participaram 135 policiais, para cumprir 24 mandados de busca e apreensão. Segundo a chefe de polícia do Estado, delegada Nadine Anflor, que esteve no local do tiroteio, a investigação sobre a quadrilha envolvida em abigeato durou cerca de dois meses.

Em Montenegro foram apreendidos mais de 220 mil reais e armas como três espingardas e um revólver, além de ocorrerem quatro prisões. Quatro estabelecimentos comerciais foram vistoriados pelos agentes, Vigilância Sanitária e Inspetoria Veterinária do município. Dois mercados, no bairro Aeroclube e Rua Nova, foram autuados por acondicionar carnes de forma irregular. Não houve comprovação de abigeato, mas cerca de 50 quilos de carne foram apreendidos e inutilizados. Dos quatro presos por posse ilegal de arma, três foram liberados após pagamento de fiança. Um ficou preso porque a arma estava sem numeração identificada.

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