Carlos Bittencourt tinha 48 anos e aguardava o ônibus perto do Parque Centenário quando foi executado - Facebook/Reprodução

A Polícia Civil de Montenegro segue investigando a morte do eletricista Carlos Alberto Bittencourt Antunes, de 48 anos.

De acordo com o delegado Paulo Costa, que comanda as investigações, Carlos não tinha antecedentes criminais e não se sabe de nenhum envolvimento com criminosos. “A princípio não tinha ligação com drogas”, acredita o delegado. Como nada foi roubado, também não foi latrocínio (matar para roubar). A Polícia investiga outras possíveis motivações e a possibilidade de ter sido crime sob encomenda, inclusive com ordem de dentro de presídio, como já ocorreram casos. Além de alguma desavença, uma das hipóteses é de crime passional (motivado por paixão), já que a Polícia descobriu que a vítima teria um outro relacionamento. Seria uma relação recente com uma namorada, após o eletricista ter se separado da esposa. A Polícia busca mais informações sobre esta relação, para ver se pode ter alguma ligação com o homicídio. Causou estranheza, em contato com a nova namorada, que ela sequer sabia da morte de Carlos, mesmo com toda a repercussão e amplo noticiário sobre o caso, tanto em jornais como em rádios, internet e até em emissoras de televisão. Não está descartado, também, que Carlos tenha sido morto por engano, como já aconteceu em homicídio em Montenegro e recentemente ocorreu dentro de um hospital de São Leopoldo. Também é investigado se houve a participação de mais indivíduos no assassinato.

Polícia pede que quem tenha alguma informação que possa contribuir com a investigação, ligue 197 ou 3632 1111
– Reprodução/FN

A Polícia divulgou imagens do suposto autor da morte do eletricista que foi assassinado próximo ao Parque Centenário. Nas imagens, de câmeras de vídeo, aparece um indivíduo de camiseta laranja, boné, bermuda e tênis. Ele também teria uma tatuagem. A Polícia pede que qualquer informação seja passada, mesma de maneira anônima, para os telefones 197 ou 3632 1111.

O assassinato aconteceu por volta de 17h35min de segunda-feira. O eletricista Carlos Alberto Bittencourt Antunes, que trabalhava para uma empresa que presta serviços para a RGE Sul, estaria junto da parada de ônibus, na margem da RS 287, entre o Parque Centenário e o trevo do Shell. Como fazia sempre após o serviço, iria pegar o ônibus para Portão, onde morava a ex-esposa, de quem teria se separado recentemente, ou para São Leopoldo, onde reside sua mãe. Ele era pai de três filhos.

Conforme testemunhas, um homem desceu de um veículo e foi em direção a Carlos disparando pelo menos três tiros. O eletricista tentou fugir, mas acabou sendo executado, caindo na calçada e não resistindo. O autor dos disparos teria fugido em direção ao Parque Centenário, não sendo mais avistado. A suspeita é de que tenha fugido no mesmo veículo que tinha o deixado perto da parada de ônibus. Não se sabe o motivo do crime.

O corpo foi coberto por uma lona preta. A Brigada Militar isolou o local, onde o trânsito foi interrompido, para a realização da perícia do Instituto Geral de Perícias (IGP). Funcionários da RGE Sul tiveram a difícil tarefa de avisar familiares da vítima sobre o seu falecimento. Os colegas eletricistas, que chegaram ao local, ficaram muito abalados. “Difícil acreditar que isso seja verdade. Era minha dupla no trabalho. Estava no serviço com a gente hoje”, lamentou Gabriel Kappes, muito consternado.

Após 9 meses sem homicídios em Montenegro, agora em menos de dez dias aconteceram dois assassinatos. No dia 4 de novembro, Cesar Augusto Martins Moura, de 27 anos, foi morto a facadas na saída de uma festa na Vila Esperança. A Polícia já ouviu dois acusados. E agora tem outro mistério para desvendar

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