Policial civil Leandro Lopes levou tiro durante em operação em Pareci Novo em maio do ano passado - Arquivo/FN
Ainda é um mistério sobre o que teria causado a morte do inspetor de polícia Leandro de Oliveira Lopes, de 30 anos. Ele morreu em 2 de maio do ano passado, durante um tiroteio entre policiais e bandidos, num sítio da localidade de Matiel, em Pareci Novo, na margem da RS 124.
Policial civil Leandro Lopes levou tiro durante operação em maio do ano passado
– Reprodução/FN
Passados quase dez meses, a Polícia ainda não concluiu a investigação. O Ministério Público inclusive cobra da Polícia Civil de Montenegro o encaminhamento do inquérito para a Justiça. Conforme a promotora de Justiça Graziela Vieira Lorenzoni, o prazo previsto em lei já venceu. O delegado regional Marcelo Farias Pereira alega que aguarda o resultado da perícia da reconstituição do crime, realizada durante três dias, em 31 de junho, 2 e 9 de agosto, envolvendo os 22 policiais que estavam presentes no dia do tiroteio. Leandro foi atingido com um tiro na altura do ombro e também órgãos vitais. Ele foi levado ao hospital do Caí, mas não resistiu.
De acordo com o delegado Marcelo, assim que o laudo do Instituto Geral de Perícias estiver pronto, o inquérito será remetido para a Justiça. Quanto a suspeita de que o policial tenha sido atingido acidentalmente por um colega, o delegado regional preferiu não se manifestar. Já o subchefe da Polícia Civil, Fábio Motta Lopes, destaca que a investigação é prioridade. Existe inclusive a possibilidade do inquérito ser remetido ao Judiciário sem autoria definida, em razão da complexidade da investigação. A expectativa é de que o laudo do IGP seja entregue em março. Na ação no Matiel, os policiais estavam atrás de Valmir Ramos, o “Bilinha”, de 40 anos, que tinha fugido da Delegacia de São Leopoldo após ser preso com grande quantidade de drogas e se encontrava foragido no sítio. Em maio a Polícia prendeu Paulo Ademir de Moura, o Zoreia, de 36 anos, que estava com Bilinha durante o tiroteio.

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