Claudionor Rodrigues, de 78 anos e com dificuldades de locomoção, estava dormindo quando foi chamado pelos netos, que buscaram por socorro - Crédito: Guilherme Baptista/FN

Graças ao socorro dos netos, Claudionor Pinto Rodrigues, de 78 anos, acabou sendo salvo antes que sua casa desabasse no incêndio ocorrido na última sexta-feira, dia 24, no bairro Industrial, em Montenegro.

A maioria dos moradores, de duas casas, na Rua Cristiano Matte, altura do número 77, tinham ido num aniversário. Claudionor, com dificuldades de locomoção devido ao problema numa das pernas, ficou em casa, acompanhado de três netos, de 13, 9 e 4 anos de idade. Por volta de 21h45 a neta de 9 anos percebeu fumaça e fogo. Foi então avisar o avô. Mas ele estava dormindo após ter tomado remédios. Então os netos foram em busca de socorro. Vizinhos pularam o muro e conseguiram tirar o idoso minutos antes que a casa desabasse. “Eu estava dormindo. Devo minha vida às crianças, que me acordaram e buscaram socorro”, agradece aos netos “heróis”.

Duas casas ficaram destruídas, mas bombeiros impediram que outras fossem atingidas pelo fogo
– Crédito: Guilherme Baptista/FN

As duas moradias de madeira ficaram completamente destruídas pelas chamas. Os bombeiros evitaram que o fogo se propagasse para residências vizinhas, que ficam bem próximas. Uma moradora da casa da frente, Vera Lúcia, sofreu asfixia de fumaça ao tentar tirar o irmão Claudionor. Ela e o irmão chegaram a ser levados pelo Samu ao Hospital Montenegro, onde receberam atendimento médico e estão bem. Os moradores – dois adultos (mulher de 50 e idoso de 78 anos) e uma criança de 13 anos, ficaram só com a roupa do corpo. Até os materiais escolares do menino foram queimados. Medicamentos de Claudionor também foram consumidos pelo fogo. Mas o mais importante é que todos estão bem. Por enquanto estão ficando na casa de parentes, do outro lado da rua, mas o espaço é muito pequeno.

Incêndio ocorreu na noite de sexta-feira no bairro Industrial
– Reprodução/FN

Ainda não se sabe ao certo a causa do incêndio. “Foi curto-circuito. Não foi vela como falaram”, garante Vera Lucia. “Eu tenho meu terreiro, mas se fosse vela teria queimado a minha casa da frente e não as do fundo”, declara. “A fiação é muito velha. E são casas de madeira muito antigas”, mostra.

 

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