Pedreiro foi morto a facadas em casa, sábado, em São Vendelino Crédito: Bombeiros

Foi sepultado na tarde do último domingo, dia 6, em Bom Princípio, o pedreiro que foi morto a facadas no sábado passado em São Vendelino. O velório e o enterro de Carlos Borges de Moraes, o “Carlinhos”, de 50 anos, aconteceu na localidade de Piedade.

O crime

A comunidade de São Vendelino, que não registrava um homicídio faz muitos anos, foi surpreendida no sábado com a morte do morador da localidade de Morro Carrard.

A Brigada Militar foi informada no início da tarde, às 12h45, de que teria ocorrido uma briga de casal e que um homem teria sido esfaqueado. Policiais militares e bombeiros voluntários foram até a residência onde ocorreu o fato, mas já encontraram o homem sem vida, caído no piso, junto à porta do quarto. Conforme a Brigada Militar, a vítima foi atingida com facadas na barriga e no pescoço, onde ficou com a faca cravada, em meio a muito sangue. Segundo a BM, a esposa, Iraci Aparecida Borges de Moraes, de 53 anos, acusada de desferir as facadas, não estava na moradia e não foi localizada. A mulher teria ligado para um dos três filhos e relatando o ocorrido. O filho foi até o local e logo chamou os bombeiros, mas o pai já tinha morrido. O local do fato foi isolado para a realização da perícia e levantamento por parte da Polícia Civil.

De acordo com o delegado Paulo Gilberto Baladão, a Polícia aguarda o resultado dos laudos do Instituto Geral de Perícias (IGP) e a necropsia do Instituto Médico Legal (IML). Um dos filhos, que foi o primeiro a chegar ao local, já prestou depoimento. As primeiras informações eram de que a mulher teria reagido a uma agressão do marido, durante um desentendimento. O casal residia em torno de 20 anos em São Vendelino e não tinha passagens pela Polícia. “Carlinhos”, como era conhecido, trabalhava na construção civil e atualmente atuava como pedreiro numa obra em Caxias do Sul.

Acusada se apresentou

A acusada do homicídio se apresentou na tarde desta terça-feira, na Delegacia de Polícia de Bom Princípio, acompanhada de sua advogada.

Segundo o delegado Baladão, em suas primeiras palavras a acusada, que trabalha como doméstica, alegou legítima defesa. “Ela disse que já tinha sido agredida mais vezes, principalmente quando o marido bebia, mas nunca tinha registrado na Polícia. Temia que o marido a matasse, porque disse que iria queimar ela”, citou o delegado. A mulher contou que o marido a ofendeu e estava armado de faca. Declarou que ele a puxou pelo cabelo e quando ele se descuidou conseguiu empurrá-lo sobre a cama e retirar sua faca, chegando a cortar a própria mão. O delegado cita que ela está realmente com a mão ferida. Em seguida, para se defender, diz que acabou esfaqueando o marido na barriga e depois no pescoço. E após fugiu.

Por se apresentar e não ter antecedentes, vai responder ao processo em liberdade. A Polícia deve concluir o inquérito em até trinta dias e remeter para a Justiça. Antes disso devem ser tomados mais depoimentos de familiares e vizinhos, além de outros levantamentos.

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