Adriana Dias foi morta em sua casa e a filha de 7 anos ficou chorando junto ao corpo por mais de 12 horas - Crédito: Jônatha Bittencourt/Record TV/Correio do Povo

O município de Capela de Santana sofre com mais um crime de violência contra a mulher ocorrido no último domingo, dia 26.

Uma mulher, de 29 anos, foi encontrada morta, no interior de sua casa, no bairro Primavera, por volta de 19h. Vizinhos avisaram a Brigada Militar após ouvirem o chamado da filha da moradora. A criança, de 7 anos de idade, estava chorando junto ao corpo da mãe. O corpo de Adriana Dias estava sobre a cama, com sinais de sufocamento e marcas de dois tiros na cabeça.

A criança teria ficado ao lado da vítima, trancada no quarto, por pelo menos 12 horas. Testemunhas informaram a Brigada Militar que o companheiro da vítima, de 26 anos, teria saído em torno das 6h da manhã de domingo, após trancar as portas da casa e não retornou mais. O suspeito, conforme a Polícia, já possui antecedentes criminais e estava em prisão domiciliar desde junho do ano passado, com acusações por receptação e porte de arma de fogo. A vítima também tinha antecedentes. Conforme a Polícia, ela já cumpriu pena por tráfico de drogas, além de acusações por homicídio e receptação.

A menina foi encaminhada ao Conselho Tutelar, que a entregou para um familiar.  O local foi isolado pela Brigada Militar e a Polícia Civil acionou a perícia. A menina já foi ouvida pela Polícia e relatou ter presenciado uma briga entre a mãe e o padrasto, mas não viu o momento do crime.

Adriana Dias tinha 29 anos
– Reprodução/FN

A vítima foi velada e sepultada na manhã de ontem, em Novo Hamburgo. A suspeita é de mais um feminicídio em Capela de Santana, mas o crime também pode estar relacionado com o tráfico. O casal havia se mudado de Portão para Capela faz cerca de duas semanas. Na casa moravam o casal e a menina, mas Adriana tinha mais três filhos. A Polícia agora procura por Anderson de Abreu Rocha Vidal, companheiro da vítima e principal suspeito pelo crime.

No último dia 2 de abril um homem de 54 anos invadiu a casa da ex-companheira, de 36 anos, matando a mulher e depois cometeu suicídio. E num caso de grande repercussão, em julho do ano passado, um policial militar matou a esposa, de 29 anos, na casa do casal. O PM alegou ter atirado por engano, achando que era um assaltante.

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