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A professora Aline Fabiana de Sá morreu no hospital e a filha sofreu ferimentos

A Polícia Civil investiga as circunstâncias do atropelamento que resultou na morte da professora Aline Fabiana da Rosa Silva de Sá, de 39 anos. Ela estava na calçada, junto com a filha Eduarda, de 16 anos, quando ambas foram atingidas por um automóvel Prisma desgovernado. O acidente aconteceu no final da tarde de sábado, dia 4, por volta de 17h45min, na Rua Campos Neto, do bairro Senai, próximo do condomínio Erico Veríssimo, onde Aline residia. O residencial fica bem ao lado do Sesi, na rua da Secretaria da Saúde (Assistência Social).

As duas vitimas foram socorridas por Samu e bombeiros, sendo levadas ao Hospital Montenegro. Aline não resistiu aos graves ferimentos, principalmente na cabeça, e faleceu no início da madrugada de domingo. Já a filha teve apenas luxações, como no braço, além de outras escoriações. Diretora da Escola Estadual Marcos Machado Coelho, na localidade de Barro Vermelho, em Triunfo, Aline era muito estimada e dedicada. A família é de Barro Vermelho, de onde ela se mudou para acompanhar de perto os estudos da filha em Montenegro. O velório e o sepultamento aconteceram no cemitério de Coxilha Velha, também em Triunfo, localidade onde a família tem um restaurante na margem da BR 386.

Foram muitas as homenagens na despedida. Ontem inclusive não ocorreram aulas nas escolas estaduais de Triunfo em sinal de luto.

 

Família quer justiça

Aline Fabiana, de 39 anos, e a filha, de 16, foram atingidas na calçada da rua Campos Neto, no bairro Senai /Reprodução/FN

Familiares e amigos ficaram muito abalados e revoltados com o que aconteceu. “Minha irmã cumpriu sua missão. Nosso coração está despedaçado, mas prometo que o teu bem maior vai seguir o teu exemplo”, postou a irmão Ariane Renata, muito abalada e prometendo todo o apoio para a sobrinha Eduarda. Ela também agradece a todos que se solidarizaram neste momento trágico. “Ainda estou inconformada. Não está sendo fácil. A despedida foi doída demais”, afirmou, muito consternada, esperando por justiça e que o responsável seja devidamente punido. Sobre Eduarda, a irmã diz que a sobrinha, aparentemente, está bem fisicamente, mas também muito abalada com a perda da mãe.

Nas redes sociais muitas foram as postagens de pesar, homenagem e também de indignação.

 

Investigação é prioridade

O acidente causou grande repercussão. São raros os acidentes dentro da cidade que resultam em vítimas fatais. Isso costuma ocorrer nas rodovias. A Polícia está ouvindo testemunhas e analisando imagens de câmeras de vídeo próximas para tentar descobrir o que aconteceu.

Conforme a Polícia, o motorista teria confessado para a Brigada Militar estaria participando de um racha quando perdeu o controle e invadiu a calçada onde estavam mãe e filha. Mas na Delegacia de Polícia de Pronto-Atendimento (DPPA) ele se negou a falar durante o depoimento, alegando que só iria se manifestar na Justiça. O teste de bafômetro apontou que ele não estava embriagado. Conforme o delegado de Bom Princípio, Marcos Eduardo Pepe, que estava de plantão na DPPA, o motorista deve responder por homicídio de trânsito.

Segundo o delegado, a Polícia apurou que teriam dois veículos envolvidos – o Prisma e um Golf. Os dois motoristas foram apresentados na Delegacia. De acordo com o delegado, não ficou evidenciado que estaria ocorrendo um racha. “Com certeza estava numa velocidade elevada”, destaca. Além disso, as vítimas foram atropeladas em cima da calçada. Isso aumenta a pena no caso de condenação. E se for comprovado que estaria ocorrendo um racha a pena é ainda maior. No caso de homicídio de trânsito é de 2 a 4 anos de reclusão. E em racha aumenta para 5 a 10 anos. “É um caso que abala muito”, admite o delegado Pepe. “Vou pedir prioridade”, completou o delegado regional Marcelo Farias Pereira, sobre a apuração do caso.

O motorista, de 36 anos, não teve o nome divulgado pela Polícia. Segundo o delegado Pepe, ele teria declarado que foi provocado para um racha. Já o motorista do Golf negou que tivesse ocorrido um pega. Mais testemunhas estão sendo ouvidas. Uma mulher, que estava num automóvel, disse que ao efetuar uma ultrapassagem sobre o veículo onde ela estava o motorista do Prisma teria se perdido e subido na calçada. “Ele vinha chutado e atingiu elas em cheio”, lembra, citando que a mãe foi arremessada por vários metros e bateu a cabeça. “Nós ficamos com o cachorrinho que estava com elas até os familiares virem buscar”, conta.

Outra testemunha, que também não se identificou, confirmou que o acidente teria ocorrido logo após a ultrapassagem. “Não era racha. Ele estava ultrapassando o Golf na curva, em alta velocidade, quando acabou se perdendo”, declara o morador.

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