O advogado Julio Cezar Licks Machado defendeu o montenegrino que era acusado de desviar dinheiro de contas bancárias - Reprodução/FN

Em setembro de 2013 três pessoas foram acusadas de invadir contas bancárias da Caixa Econômica Federal e efetuar transferências para suas próprias contas. Na época, um casal foi preso na agência da Caixa de Montenegro. A mulher era de Porto Alegre e tinha mais um homem de Florianópolis, além de um morador de Montenegro.

O montenegrino, acusado de ser um dos hackers, foi defendido pelo advogado Julio Cezar Licks Machado, acabou sendo absolvido. O morador de Montenegro, com as iniciais I.A., junto com as outras duas pessoas, tinha sido acusado de transferir dinheiro de três contas bancárias. Somente no mês de setembro de 2013, o golpe teria somado cinquenta e seis mil reais. O montenegrino foi detido na própria agência da Caixa, acusado de tentar sacar parte deste valor, de dezesseis mil reais. Na ocasião, a Polícia Civil o conduziu para a Polícia Federal, mas acabou sendo liberado no mesmo. dia.

Segundo a Polícia Federal, I.A. e seu grupo estariam agindo no Rio Grande do Sul e Santa Catarina desde 2012 e poderiam ter feito transferências por meio da internet que somadas poderiam chegar a mais de 1 milhão de reais. A dificuldade da investigação, segundo a Polícia Federal, é que as informações demoraram a chegar. Conforme a acusação, o grupo costumava abrir a conta somente para transferir o valor e sacar o dinheiro. E logo depois a conta era extinta. O montenegrino foi detido quando tentava sacar um valor da conta que havia aberto há poucos dias. Na época dos fatos, ele residia em Montenegro. Nesta semana, segundo o advogado Julio Cezar Licks Machado, o montenegrino acabou sendo absolvido de todas as acusações contidas no processo que tramitava na 11ª Vara Federal de Porto Alegre.

Conforme o advogado de defesa, I.A. alegou ter sido vítima de um golpe e que apenas emprestou a sua conta para uma terceira pessoa, pois não tinha conhecimento de que este valor advinha de origem ilícita. Ressaltou, ainda, que a pessoa que lhe pediu a conta emprestada, na época dos fatos, demonstrava ser honesta.

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