Penitenciária do Pesqueiro, em Montenegro, tem cerca de 1800 presos, grande parte do Vale do Sinos - Arquivo/FN

No início da manhã desta quarta-feira, dia 2, a Polícia Civil, com o apoio da Brigada Militar e da Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe), deflagrou a Operação Iceberg,  contra o crime organizado e lavagem de dinheiro. O alvo é a facção Os Manos, sediada no Vale do Sinos e que atua também no Vale do Caí, que teria movimentado mais de R$ 2,5 milhões em três dias. Foram mobilizados cerca de 300 agentes para cumprir 97 ordens judiciais em diversas cidades, entre elas Montenegro, onde ocorreram buscas na Penitenciária Estadual, na localidade do Pesqueiro, onde está preso preventivamente uma das lideranças do grupo.

Operação mobilizou cerca de 300 agentes para cumprir 97 ordens judiciais em diversas cidades
– Crédito: Rodrigo Ziebell/PM5

Ao todo, foram cumpridos 27 mandados de busca e apreensão, três mandados de prisão preventiva e mais 26 quebras de sigilo fiscal, bancário e financeiro, oito indisponibilidade de imóveis, 16 contas bancárias bloqueadas e 17 sequestros de veículos. A estimativa é de pelo menos R$ 8 milhões de reais em imóveis e R$ 1 milhões em veículos seqüestrados judicialmente. Foram apreendidos R$ 30 mil em dinheiro, além de computadores, documentos e armas. Além da Penitenciária de Montenegro, foram cumpridos mandados em Novo Hamburgo, São Leopoldo, Porto Alegre, Canoas, Sapucaia do Sul, Esteio e Imbé.

A investigação iniciou em maio, quando ocorreram as primeiras prisões por tráfico de drogas e porte ilegal de arma, ocasião em que houve apreensão de celulares e documentos. A partir daí a Polícia descobriu um grande esquema de ocultação e mascaramento de bens e valores que seriam oriundos do tráfico, com remessa de dinheiro para contas bancárias de “laranjas”, além da criação de empresas de fachada em várias cidades do país, inclusive de outros Estados. A facção adquiria imóveis e veículos com o dinheiro ilícito, como forma de lavagem. O objetivo da Polícia foi de descapitalizar a organização criminosa, além de prender líderes da facção.

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