Imagem ilustrativa/internet

De acordo com o delegado Marcos Eduardo Pepe, titular da Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) de Montenegro, o homem de 57 anos que foi flagrado abusando de uma menina vai responder a processo por estupro de vulnerável. “Com menos de 14 anos é estupro qualquer ato libidinoso ou conjunção carnal”, explica, citando que o acusado, em caso de condenação, está sujeito a pena entre 8 e 15 anos de prisão. A delegada Cleusa Spinato, titular da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM), que será a responsável pela investigação, também entende que se trata de um caso de estupro de vulnerável.

O fato tem gerado grande revolta na comunidade montenegrina. Na tarde da última sexta-feira, em torno de 16h, a Brigada Militar foi chamada até um bairro de Montenegro. Uma mulher tinha ligado, através do telefone 190, denunciando que sua filha teria sido abusada sexualmente. Diferente do que tinha sido noticiado anteriormente, o acusado não seria padrasto e sim um vizinho. E a menina teria 6 anos e não 4 como foi informado inicialmente.

Ao chegar no local, a mulher mostrou um vídeo, feito pelo seu telefone celular, em que o vizinho aparece junto ao muro, pegando a mão da criança e passando a língua entre os dedos dela. O homem, que é aposentado, teria ainda colocado a mão dentro do macacão da criança, tocado nas partes íntimas e mostrado a genitália masculina. O fato teria ocorrido enquanto a moradora lavava roupa e a criança brincava no pátio. Mas a mãe ficou desconfiada e ao verificar flagrou a cena. Mesmo abalada, para comprovar o fato e usar como prova para a Polícia e Justiça, decidiu gravar a cena. Para gravar o vídeo sem ser descoberta, a mãe usou o reflexo do vidro de uma janela e deixou o volume alto da TV.

O acusado foi preso em flagrante, encaminhado para a Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) e recolhido ao sistema carcerário.

O crime está gerando grande revolta. Não são divulgados mais detalhes de local e nomes para preservar a criança. Além disso, a mãe teme represálias. Ela diz ter conhecimento que tenham ocorrido outros casos envolvendo crianças, mas que as famílias das vítimas não denunciaram por falta de provas.

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