Flagrantes já ocorreram no Vale do Caí, inclusive ocasionando prisões - Crédito: Polícia Civil

As equipes da RGE realizaram, no primeiro semestre deste ano, várias inspeções na rede elétrica em municípios da região para identificar adulterações e conexões clandestinas, os populares gatos. E foram constatados muitos casos de irregularidades.

Conforme a RGE, as inspeções são feitas para evitar problemas na rede de distribuição de energia elétrica e garantir a segurança da população. O foco das ações, contínuas em todas as distribuidoras do Grupo CPFL Energia, é evitar acidentes com as ligações precárias e que não observam os padrões e normas técnicas. As fraudes e furtos de energia são crimes previstos no Código Penal e a pena pode variar de um a quatro anos de detenção. Além disso, dos fraudadores também são cobrados os valores retroativos referentes ao período em que ocorreu o furto, acrescidos de multa. A RGE, além das demais distribuidoras pertencentes ao Grupo CPFL, tem atuado em parceria com o poder público para coibir estas práticas, inclusive com a intensificação das ações conjuntas com a Polícia Civil e Brigada Militar. No Estado, somentre no primeiro semestre deste ano, a delegacia de Repressão aos Crimes contra o patrimônio das Concessionárias e os Serviços, de Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC), realizou 70 prisões e cerca de cem inquéritos. Inclusive ocorreram prisões no Vale do Caí.

Em 2018, uma média de 81 ligações clandestinas foi detectada por dia nas inspeções da distribuidora realizadas em toda a área de concessão. Mesmo que as ações policiais tenham como foco principal os clientes comerciais e empresariais, as operações da distribuidora também abrangem os clientes residenciais, que integram a maior parcela dos clientes ativos. Uma vez identificada qualquer tipo de alteração na medição da energia consumida, a Gerência de Serviços de Recuperação de Energia realiza os cálculos da quantidade de energia furtada e fixada a cobrança do valor que não passou pela medição. O Grupo CPFL utiliza modernas tecnologias que, através de algoritmos, identificam possíveis sinais de desvio de energia, além da instalação de medidores que mostram, de forma imediata, uma manipulação indevida no equipamento ou o não registro de algum valor consumido. Desta forma, as inspeções são realizadas buscando ter o maior nível de assertividade.

Irregularidades nos municípios

Só em Montenegro, em 132 inspeções, 169 irregularidades foram constatadas na primeira metade deste ano. E em outros municípios do Vale do Caí também foram verificados problemas.

Em Bom Princípio, por exemplo, foram feitas 36 inspeções, sendo flagradas três irregularidades. Já na Feliz foram 78 inspeções, com a constatação de 7 irregularidades. Em São Sebastião do Caí foram 109 inspeções, com 24 problemas. Em Capela de Santana ocorreram 77 inspeções, com 26 irregularidades. Mas também ocorreram casos de cidades que não foram verificadas irregularidades. É o caso de Alto Feliz, onde aconteceram 7 inspeções e nada de anormal foi verificado.

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