Engenheira da EGR informou que não existe ainda cronograma para realização das obras na rodovia de Montenegro - Guilherme Baptista/FN

O que os montenegrinos mais esperavam, sobre quando de fato iniciam as obras para aumentar a segurança na travessia da RSC 287, não foi ainda respondido desta vez. Por isso foi frustrante a reunião ocorrida na tarde de hoje, segunda-feira, dia 17, na Estação da Cultura.

No início da apresentação do projeto as autoridades estavam com uma expectativa positiva
– Guilherme Baptista/FN

A reunião teve a presença de engenheiros da Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR),Desiree Schäefer e Ricardo Ribas, e da empresa ZXF Engenheiros e Consultores, responsável pela elaboração do projeto, Lino Fantuzzi e Erno Zimpel, além de autoridades como prefeito Kadu Müller, vereadores, empresários, representantes da Brigada Militar e Polícia Rodoviária Estadual e comunidade em geral. O próprio prefeito falou da expectativa da população. “Tem que ser definida a data para começar a obra. Para tirar a dúvida da população. Não se pode mais ceifar vidas. Este projeto tem que sair do papel”, declarou. Mas o prefeito não estava mais presente quando os engenheiros da EGR foram questionados quanto ao cronograma de realização das obras e não houve resposta. “Ainda estamos em fase de desenvolvimento do projeto”, afirmou Desiree, destacando que o que existe é um plano funcional. “A obra só inicia após vencermos todas as etapas de projeto. Ainda estamos analisando e elaborando o plano funcional. Depois vamos fazer o projeto final, parte orçamentária e implantação”, explicou. “Ainda falta definir as fontes orçamentárias para a execução”, completou Ricardo. Sobre o aproveitamento de recursos do pedágio de Portão, disseram que isso ainda deve ser definido. “Temos uma estimativa de custo, mas não é aconselhável e conveniente divulgar”, afirmou a engenheira. “Hoje só disporíamos de valores de estimativas superficiais”, completou Ricardo. A engenheira da EGR informou que para este ano não terá condições de iniciar a obra.

Falta de resposta sobre a data de início das obras causou decepção nos participantes da reunião
– Guilherme Baptista/FN

Desde que a EGR assumiu o trecho de cerca de 7 quilômetros da travessia urbana da EGR em Montenegro a expectativa era de que fossem realizadas o quanto antes as obras necessárias, já que o Daer não tinha recursos disponíveis. Só que até o momento ocorreram apenas tapa-buracos e sinalização. Era esperado para hoje um cronograma de início de obras, mas isso não ocorreu.

A reunião serviu mais para apresentar em detalhes o que será feito no trecho entre o trevo do Shell e o Passo da Serra, principalmente em pontos mais críticos, como nos bairros Panorama e Santo Antônio. O projeto apresenta rótulas, vias laterais, sinalização e outras melhorias. “Muita coisa foi agregada. Não terá mais como atravessar em qualquer lugar”, disse o engenheiro Erno ZImpel, citando que a travessia será concentrada nas rótulas. “Esta foi a melhor solução”, completou, reconhecendo que no futuro, como no caso do trevo do Shell, terá que ser feito um viaduto. O vereador Joel Kerber, que liderou os contatos com a EGR e Secretaria Estadual dos Transportes, ressaltou que também foi encaminhada a solicitação de passarelas, o que poderá ser feito numa etapa seguinte.Já o presidente da União Montenegrina de Associações Comunitárias (UMAC), Airton Quadros, questionou sobre a segurança para a travessia de pedestres. Erno mostrou os pontos onde terá travessia e lembrou que a velocidade limite em todo o trecho será de 60 KM/h. Airton Quadros considerou decepcionante a reunião, temendo sobre o risco da obra não sair do papel. “Só vendo para crer. São tantos anos de luta, 38 acidentes, dois óbitos e inúmeros feridos só neste ano. E nada de obra”, criticou, lamentando que neste ano não iniciam as melhorias.

O vereador Joel Kerber diz que pressionou a EGR no sentido de trazer o cronograma. “Mesmo assim foi produtivo para pressionarmos e vamos continuar cobrando”, concluiu.

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