DPPA de Montenegro não tem estrutura para a permanência de presos - DPPA/Reprodução

Com a falta de vagas em presídios, presos permanecem em delegacias que não tem a estrutura do sistema carcerário. No Estado mais de cem presos aguardam em delegacias. No Vale do Caí, a Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) de Montenegro, que recebe presos de toda a região, também enfrenta o problema da superlotação nos presídios.

Na semana passada, conforme o delegado regional Marcelo Farias Pereira, ocorreram casos de presos que ficaram mais de uma semana na DPPA. Um dos problemas é que a Penitenciária Modulada do Pesqueiro, em Montenegro, não tem recebido presos acusados de violência contra a mulher, incluídos na Lei Maria da Penha, e também por estupro. Eles devem ser encaminhados para Porto Alegre, onde não tem vaga. E os casos de violência doméstica, de agressões e ameaças as mulheres, estão entre os mais registrados na região.

O delegado Marcos Eduardo Pepe, da DPPA, confirma que na última semana oito presos aguardavam vagas em presídios, mas agora o número teria baixado para dois. Entre as dificuldades para manter presos em delegacias está à falta de estrutura, incluindo fornecimento de refeições, medicamentos e banho. Além disso, falta efetivo e coloca em risco o funcionamento das delegacias.

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