Erico Velten diz que são inverdades para denegrir a sua imagem Reprodução/FN

Uma ex-assessora da Câmara Municipal de Montenegro registrou ocorrência na Delegacia de Polícia contra o vereador Erico Velten (PDT). Natasha de Oliveira Ferreira acusa Erico  de extorsão e assédio. O boletim de ocorrência (BO) foi registrado na Delegacia no último dia 6 de agosto e o caso está sob investigação da Polícia Civil.

Erico é o atual presidente da Câmara de Vereadores e Natasha era sua assessora até recentemente, quando foi demitida. Na denúncia, ela informou que parte do seu salário de R$ 4.171,28 tinha que ser repassado ao vereador. Inicialmente diz que um cabo eleitoral de Erico recebia 500 reais do seu salário. Contou que também foi obrigada, junto com o pai, a se filiar ao PDT e com isso doar mais 5% do seu salário, o que representava em torno de 200 reais. Após, ela diz que o vereador teria dobrado a exigência de parte de seu salário, passando de 500 para mil reais. Foi quando declarou que se negou a entregar e acabou sendo demitida. Ela inclusive entregou a Polícia extratos bancários e áudios que estão sendo analisados na investigação.

Outra denúncia da ex-assessora é de assédio por parte do presidente da Câmara. Ela relatou que numa quinta-feira, depois da sessão e de uma confraternização, teria pego carona com Erico, o qual teria a assediado, passando a mão na perna, tentando beijá-la e questionado se não queria ir a um motel, no que ela se negou. Natasha disse que em outra ocasião o vereador também teria passado a mão em sua perna, quando foi buscar alguns documentos para ele.

A Polícia já ouviu algumas testemunhas, inclusive uma assessora de outro vereador que também acusa o presidente da Câmara de assédio. A investigação na Delegacia continua e após a conclusão do inquérito o processo será enviado ao Judiciário.

A reportagem fez contato com Natasha, mas ela preferiu não se manifestar sobre o caso. Já Erico disse que ainda não teve acesso a acusação feita na Delegacia e por isso desconhece o conteúdo da denúncia. “Estão acusando sem ter provas. É uma denúncia para denegrir a minha imagem”, declarou o presidente da Câmara. Sobre a possibilidade de alguma ação na Câmara, por quebra de decoro parlamentar ou improbidade, e o risco de pedido de seu afastamento, Erico diz que não se pode acusar de inverdades.

Hoje, quinta-feira, tem sessão solene de 7 de setembro. E depois sessão ordinária, onde provavelmente o assunto será tratado em plenário pelos vereadores.

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