Espancamento e brigas aconteceram junto a restaurante da BR 386, em Montenegro, após o jogo entre Grêmio e São Paulo - Reprodução/FN

Foi encerrado o inquérito policial que investigava a briga entre torcedores do Grêmio ocorrida na noite de 1º de dezembro, junto de um restaurante da margem da BR 386, perto da Polícia Rodoviária Federal de Montenegro.

Imagens da briga “viralizaram” nas redes sociais a partir do dia seguinte e repercutiram muito na imprensa devido a violência das agressões, causando grande comoção na sociedade. Inúmeras diligências de investigação foram realizadas pela Polícia Civil, incluindo deslocamento até a cidade de Santa Maria, envolvendo policiais civis da 1ª Delegacia de Montenegro, SIPAC da 1ª Delegacia Regional e DRACO e DHPP de Santa Maria.

Conforme a Polícia, foi apurado que as torcidas Super Raça Gremista e Geral do Grêmio já possuíam desavenças em razão de disputa de espaço na cidade de Santa Maria, e, na ocasião, vinham se provocando desde o final do jogo ocorrido na Arena entre Grêmio e São Paulo. De acordo com a investigação, quando o ônibus fretado pela Geral estacionou no paradouro em Montenegro, passou a ser alvo de garrafadas pelos torcedores da Super Raça, que recém haviam desembarcado de um micro-ônibus. Ao invés de saírem, até para evitar maiores danos ao veículo e proteção de mulheres e crianças que supostamente estariam no ônibus, os torcedores da Geral preferiram descer para partir para o confronto físico, que levou às agressões visualizadas nas imagens.

Segundo a Polícia, foram identificados os três torcedores que agrediram a vítima brutalmente quando essa já estava caída no chão. Foram solicitadas e decretadas pela Justiça as prisões preventivas e mandados de busca e apreensão em suas residências em Santa Maria, os quais foram cumpridos no último sábado, dia 14.  Entretanto, em razão da grande repercussão, os indiciados já haviam fugido.

O delegado André Roese informa que o inquérito foi finalizado e encaminhado para a Justiça, sendo os três suspeitos indiciados por tentativa de homicídio qualificado, associação criminosa e dano qualificado. Eles  se encontram na condição de foragidos da Justiça. “Situações como a investigada não podem mais serem vistas com um olhar benevolente pela Sociedade e pela Justiça. Considerar episódios graves como esse como simples lesões recíprocas e danos ao patrimônio, de baixas penas e com suspensões temporárias de frequência aos estádios estão se mostrando totalmente ineficazes. Somente com duras penas é que nossa sociedade poderá evoluir e tais episódios passem a ficar marcados como vergonhosos sim, mas do passado”, entende o delegado.

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