Oscar Gonçalves do Rosário, de 35 anos, era de Canoinhas, em Santa Catarina - Crédito: J+/ Reprodução

O pedreiro Oscar Gonçalves do Rosário, de 35 anos, que morreu atropelado na noite de ontem, quinta-feira, na ERS 122, em Bom Princípio, era da cidade de Canoinhas, no planalto norte de Santa Catarina. Conforme informações do site de notícias J+, de Canoinhas, Oscar estava no Rio Grande do Sul como ajudante de caminhoneiro. Ele teria vindo para acompanhar o amigo de um irmão dele. Teria saído para comprar um lanche e ao voltar para o caminhão acabou sendo atropelado.

O acidente aconteceu na ERS 122, em Bom Princípio, na noite de ontem, quinta-feira, dia 29. O atropelamento ocorreu na altura do quilômetro 27 da rodovia, em frente a boate Roque Santeiro, no bairro Santa Teresinha, por volta de 22h30. O pedestre foi atingido por uma camionete Toyota Hilux, com placas de Pelotas, que trafegava no sentido Serra/capital, vindo a morrer no local. O motorista da camionete, de 64 anos, realizou teste de bafômetro, que deu negativo. Ele alega que foi surpreendido quando o pedestre ingressou na pista, não sendo possível evitar o atropelamento, sendo que parou para prestar socorro. A Polícia Rodoviária Estadual atendeu a ocorrência, que foi registrada na Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) de Montenegro.

Condenado e inocentado

Oscar chegou a cumprir parte da pena por um crime muito grave, ocorrido em Joinville (SC) em 2007, quando uma criança de um ano e seis meses teria sido estuprada e assassinada. O corpo da menina foi encontrado em um tanque batismal de uma igreja evangélica. O caso teve grande repercussão. Segundo o site J+, Oscar chegou a ser condenado a 20 de prisão. Após mais de três anos preso, em 2010 o Tribunal de Justiça de Santa Catarina anulou a sentença, considerando que houve falhas na investigação. A morte da menina até hoje não foi esclarecida. Sequer se sabe se a causa da morte dela foi criminosa ou acidental. O caso foi arquivado em 2011.

Além de ser libertado, o Estado foi condenado ao pagamento de R$ 80 mil por danos morais sofridos por Oscar. O Governo recorreu e pediu redução da indenização para R$ 5 mil, mas o pedido foi negado pela Justiça. Oscar deixou dois filhos, um menino de 9 anos e uma menina de apenas 1 ano de idade, além da companheira, que agora podem ter direito a indenização. Familiares lamentam que Oscar ficou preso injustamente três anos por algo que não cometeu. Não foi a primeira vez que sofreu um grave acidente. Logo após ser libertado foi vítima de um acidente de moto, que o deixou em coma. Conseguiu se recuperar, mas neste segundo acidente não resistiu e veio a falecer. O sepultamento ocorreu no sábado, no Cemitério Municipal de Canoinhas.

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