Esposa, pais, demais familiares e amigos prestaram homenagem para Jordan Schneider - Reprodução/FN

Ontem, domingo, dia 19, finalmente Maria Eduarda Moraes, a “Duda”, de 25 anos, pode prestar homenagem ao marido. Na despedida de Jordan Schneider ela não teve como comparecer ao velório e sepultamento. Estava internada em estado muito grave. Por isso agora organizou a homenagem. Mesmo ainda com dificuldades para caminhar, participou com andador, junto com os sogros Lurdes e Roberto, pais de Jordan, que estão cuidando dela desde o dia do acidente, mais demais familiares e amigos. Todos de branco, algumas camisetas com foto de Jordan, soltaram balões brancos e azuis, caminharam até o cemitério, onde foram feitas orações e padres deram a bênção na sepultura.

Jordan Schneider morreu em acidente em abril na RS 122 após ser atingido por um automóvel
– Facebook/Reprodução
Crédito: Bombeiros do Caí

O acidente ocorreu no último dia 19 de abril, um domingo, quando na altura do quilômetro 5 da RS 122, no bairro São Martim, o casal foi atingido por um automóvel Fiat Palio, com placas de São Sebastião do Caí. Jordan, de 23 anos, não resistiu e veio a falecer. Ele foi sepultado no dia seguinte em Tupandi. Já Maria Eduarda sofreu diversas lesões, sendo socorrida pelos Bombeiros Voluntários Caienses, encaminhada ao Hospital Sagrada Família, do Caí, e depois removida para o Pronto Socorro de Canoas e posteriormente transferida para o Hospital Universitário da Ulbra. A motorista do carro, de 40 anos, chegou a ser presa em flagrante por embriaguez ao volante. Conforme a Polícia, a embriaguez foi comprovada por bafômetro e ela já tinha antecedente pelo mesmo crime em janeiro. Após ficar recolhida, teria recebido o direito de responder ao processo em liberdade, aguardando julgamento.

Após caminhada teve homenagem no cemitério
– Reprodução/FN

Maria Eduarda, pais e demais familiares e amigos sentem muito a falta de Jordan. O casal morava junto desde 2013, no bairro Vida Nova, em Tupandi. Ela segue morando com os pais do rapaz, que lhe cuidaram, já que necessitava de auxílio especial, por estar na cama ou cadeira de rodas. Mesmo voltando a dar os primeiros passos, na parte emocional ela diz que ainda está muito abalada. “Foram sete anos junto e nem sequer pude me despedir dele. Não pude ir ao sepultamento, pois estava hospitalizada. Sinto muita falta dele, pois estávamos sempre juntos em todos os lugares. O meu psicológico está realmente destruído”, declara. Além da saudade do marido, ela demonstra indignação pelo sentimento de impunidade, já que a motorista do automóvel está em liberdade, tendo ficado dois dias presa. Diz que continua acompanhando o andamento do processo e uma nova manifestação deve ocorrer pedindo por justiça, assim que for marcado o julgamento.

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