Pablo Dlugokinski usava o nome de Oskcar Dos Santos e se preparava para fazer show num bar do bairro Rio Branco quando foi preso por duplo homicídio na Argentina - Reprodução/FN

Um argentino foi preso em São Sebastião do Caí na tarde do último domingo, dia 3.

Segundo a Brigada Militar, Pablo Roberto Dlugokinski, de 35 anos, estava foragido com documentos brasileiros falsos e iria fazer um show num bar do bairro Rio Branco. A Brigada ficou sabendo da situação e os policiais militares foram até o local, onde o argentino foi detido quando montava e testava os aparelhos para o show. A apresentação tinha inclusive sido divulgada em redes sociais.

Conforme a Brigada, o argentino apresentou uma carteira nacional de habilitação em nome de Oscar dos Santos. Ele é acusado de um duplo homicídio ocorrido no dia 2 de março de 2017 em Puerto Rosario, na Argentina. Era inclusive procurado pelo Interpol – Organização Internacional de Polícia Criminal. Por isso foi encaminhado para a Polícia Federal, em Porto Alegre. Em seu facebook, o músico se apresentava como natural de Porto Lucena e morador de Novo Hamburgo. Ele informou que ficará afastado por alguns meses do trabalho para resolver problemas familiares, mas prometeu logo retornar.

Pablo era procurado pela Interpol por duplo homicídio na Argentina
– Reprodução/FN

A prisão de Pablo foi destaque na imprensa argentina, já que o crime do qual é acusado foi de grande repercussão. Conforme reportagem de capa do jornal argentino El Territorio, Pablo manteve a sua verdadeira identidade escondida por quase dois anos no Brasil, onde se dedicou à música, com nomes de Oscar Dos Santos e João Paulo. Segundo o jornal, ele é um dos três acusados do duplo assassinato de Olivia Márquez (46 anos) e Sandro Leiva (40 anos), em 28 de março de 2017 em Puerto Rosario, município de Florentino Ameghino. Os outros acusados são um irmão e um cunhado de Pablo. Os corpos das vítimas foram encontrados enterrados em um túmulo na fazenda Dlugokinski. De acordo com a reportagem, Pablo teria sido denunciado para a polícia gaúcha por uma mulher com quem mantinha uma relação. Não se sabe o motivo da denúncia. E após a prisão deverá ser extraditado para a Argentina, onde ainda será julgado.

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