Animais devem ser remanejados para lares temporários, ficando com responsáveis isentos de interesse na situação - Reprodução/FN

Um total de 49 cães da raça Pug foram resgatados por um grupo de Porto Alegre, na última sexta-feira, dia 2, no bairro Lajeadinho, em São Sebastião do Caí. O caso ganhou grande repercussão e foi parar na Delegacia de Polícia.

Ativistas registraram em fotos as lesões nos cães
– Crédito: SOS PUG

Conforme ativistas do SOS PUG, que conforme um dos membros é um grupo de madrinhas e padrinhos que auxiliam em resgates de cães da raça Pug, foram recebidas denúncias de moradores sobre maus-tratos aos animais num local que estaria funcionando como um criadouro para a venda. Os voluntários informaram que encontraram os cães em situação precária e insalubre, em meio a fezes e urina, além de faltar comida e água. Eles citam que os animais foram examinados, sendo constatados casos de anemia, infecções, pneumonia, tumores, desidratação e problemas oculares e de pele graves, além de suspeita de cinomose, que é uma doença viral altamente contagiosa. “Ainda estamos fazendo os exames. Os resultados serão entregues para a Justiça”, informa um integrante do grupo.

Animais foram levados para lares temporários
– Crédito: SOS PUG

Participaram da ação 17 voluntários, incluindo alguns veterinários. Eles alegam que avisaram a Brigada Militar e o Ministério Público. O caso foi parar na Delegacia de Polícia, já que a proprietária da residência alegou que teve seu imóvel invadido, enquanto integrantes da associação denunciaram maus-tratos aos cachorros. De acordo com a delegada Cleusa Spinato, foi instaurado inquérito policial para apurar todos os fatos. “Adianto que há fortes indícios de maus-tratos”, antecipa, sobre as denúncias de crueldade contra os animais, lesões corporais, ameaças e vias de fato. Voluntários e proprietária já prestaram depoimento. “Todas as ações e condutas serão apuradas e as pessoas responsabilizadas por aquilo que cada um praticou”, completa a delegada.

O Kennel Clube do Rio Grande do Sul, entidade que representa os criadores, protocolou um pedido de providências na Delegacia do Caí. O presidente da entidade, advogado Pedro Armando Ramos Lang, condenou a ação dos ativistas, por considerar que houve crime de invasão da propriedade da criadora ao ingressar no local sem uma ordem judicial. Ressaltou também que não concorda com situações de maus-tratos e se isso for comprovado à associada será excluída de seu quadro social.

Publicado por Kennel Clube – KCRGS em Segunda-feira, 5 de outubro de 2020

O grupo que resgatou os Pugs considera que é constitucional e legal invadir domicílio para salvar animal sob maus-tratos. E enquanto transcorre a investigação, os animais devem seguir em lares provisórios sob tutela das pessoas que os resgataram.

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