Moradora de Tupandi, Maria Eduarda Moraes está voltando a dar os primeiros passos graças a ajuda dos sogros - Facebook/Reprodução

Quase cinco meses após sofrer um grave acidente na RS 122, altura do bairro São Martim, em São Sebastião do Caí, a jovem Maria Eduarda Moraes, a Duda, de 25 anos, está conseguindo dar os primeiros passos. Moradora de Tupandi, ela ficou 55 dias hospitalizada, chegando a passar por cinco cirurgias em um mês. “Cheguei ao hospital com 1% de chance de sobrevivência. Nem sei de onde tive tanta força para enfrentar tudo isso. Só queria que ele estivesse aqui comigo agora, pra me abraçar”, postou, em seu facebook, lembrando o marido, Jordan Schneider, de 23 anos, que morreu no acidente.

Maria Eduarda ainda está abalada com a perda do marido Jordan Schneider, de 23 anos, que morreu no acidente
– Facebook/Reprodução
Motorista do carro, do Caí, foi presa em flagrante, logo após o acidente
– Crédito: Bombeiros do Caí

O casal trafegava de moto na tarde de 19 de abril, um domingo, quando na altura do quilômetro 5 foi atingido por um automóvel Fiat Palio, com placas de São Sebastião do Caí. Jordan não resistiu e veio a falecer. Ele foi sepultado no dia seguinte em Tupandi. Já Maria Eduarda sofreu diversas lesões, sendo socorrida pelos Bombeiros Voluntários Caienses, encaminhada ao Hospital Sagrada Família, do Caí, e depois removida para o Pronto Socorro de Canoas e posteriormente transferida para o Hospital Universitário da Ulbra. A motorista do carro, de 40 anos, foi presa em flagrante por embriaguez ao volante. Conforme a Polícia, a embriaguez foi comprovada por bafômetro e ela já tinha antecedente pelo mesmo crime em janeiro. Após ficar recolhida, teria recebido o direito de responder ao processo em liberdade, aguardando julgamento.

Maria Eduarda ficou 55 dias internada e passou por cinco cirurgias
– Reprodução/FN

Jordan e Maria Eduarda moravam juntos desde 2013, no bairro Vida Nova, em Tupandi. Mesmo muito abalada, ela buscou forças para tentar se recuperar. Recebeu alta faz quase dois meses e foi morar com os sogros, Lurdes e Roberto, em Tupandi. Foram os pais de Jordan que lhe cuidaram, já que necessitava de auxílio especial, por estar na cama ou cadeira de rodas. Na última sexta-feira, dia 4, teve um momento especial quando foi liberada pelo traumatologista para dar os primeiros passos com andador. “Aos poucos estou me recuperando fisicamente. É um pouco lento devido à gravidade das fraturas”, diz. Já a parte emocional ela diz que ainda está muito abalada. “Foram sete anos junto e nem sequer pude me despedir dele. Não pude ir ao sepultamento, pois estava em estado grave, hospitalizada. Sinto muita falta dele, pois estávamos sempre juntos em todos os lugares. O meu psicológico está realmente destruído”, declara. Além da saudade do marido, ela demonstra indignação pelo sentimento de impunidade, já que a motorista do automóvel está em liberdade, tendo ficado dois dias presa.

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