Avião agrícola pilotado por Pedrinho Horn, de 29 anos, caiu numa plantação de algodão após atingir fios, ontem, no interior de Minas Gerais - Crédito: Diário Patrocinense

Ainda está sendo investigada a causa da queda do avião agrícola que provocou a morte do piloto Pedro Rafael Horn, o Pedrinho, de 29 anos, natural de Montenegro.

O acidente aéreo aconteceu na tarde de ontem, quarta-feira, por volta de 14h, numa fazenda do município de Patrocínio, no interior de Minas Gerais. Uma das suspeitas, apontadas por veículos de comunicação mineiros e que está sendo apurada pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), é de que a aeronave tenha se chocado com a rede elétrica de alta tensão da propriedade quando pulverizava uma plantação de algodão. O piloto ainda teria tentado manobrar e jogar o veneno fora antes de fazer um pouso de emergência, mas acabou caindo a uma distância de cerca de cem metros da pista.

Está sendo feito o translado do corpo de Pedro para Montenegro, onde deve chegar entre o final da noite de hoje e a madrugada de sexta-feira. O velório está previsto para iniciar às 3 horas da madrugada, na capela mortuária da Funerária Forneck Mattana, no bairro Cinco de Maio. O sepultamento está marcado para 11 horas da manhã de sexta-feira, dia 21. Mas muitas já são as manifestações nas redes sociais, de homenagens e luto pela morte de Pedrinho.

Pedrinho Horn, de 29 anos, dirigia um avião agrícola que teria encostado em fios no interior de Minas Gerais
– Facebook/Reprodução

A irmã, Jessica Horn, lembrou da luta de Pedrinho para realizar o sonho de ser aviador. “Do nada, na adolescência, decidiu ser piloto. Foi até o Aeroclube, fez um vôo experimental e não teve dúvidas. Era isso que queria pra vida. Trabalhou por cada centavo desse curso que é bem caro. Teve que estudar muito. Tudo que ele queria era estar lá em cima!”, recordou, em sua postagem no facebook. Jessica conta que o irmão trabalhou no Pará, Brasília, Goiás e outros lugares, além da formação na escola do Aeroclube, onde também trabalhava para pagar o curso. Fez as provas da ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil). “Foram muitas tentativas. Cada vez era uma corrente de orações, a família toda torcendo, até que deu certo”, lembra, citando que Pedro “voava” para longe, onde ficava durante a safra e depois voltava pra casa. “Tinha um coração enorme. Amigos em todos os cantos. Estudou em quase todas as escolas de Montenegro. Jogava bola. Brincamos muito”, completa, lembrando que no Natal em Ano-Novo quase sempre estava longe, mas neste último ano foi diferente. “Estava aqui, junto! Quem poderia imaginar que era o último?”, escreveu, citando o sofrimento dos pais (Angelita e Élvio), avós, sobrinhos, demais familiares e o incontável número de amigos. A família, que era dona do mercado Haupenthal, no bairro Rui Barbosa, hoje reside no bairro São Paulo.

O Aeroclube de Montenegro também postou uma homenagem em seu facebook: “Continue voando com suas próprias Asas. Descanse em paz Cmt Horn. Família Aeromontenegro”. Ex-presidente do Aeroclube, o prefeito Carlos Eduardo Müller, o Kadu, que era amigo particular e colega piloto de Pedro, também fez uma homenagem em sua página no facebook. “Continue voando Pedrinho!”.

Nota da empresa

A empresa Fenner Aviação Agrícola lamenta profundamente o falecimento do piloto Pedro Rafael Horn, em um acidente na tarde de quarta-feira (19), em Patrocínio, no Alto Paranaíba. Excelente profissional e uma pessoa estimada por todos os colegas e amigos, sua partida prematura deixa um grande vazio em nossos corações.

A empresa segue dando assistência à família e providenciando o transporte do corpo do colega e amigo para sua cidade natal, no Rio Grande do Sul, onde também acompanhará a despedida de seus familiares e o sepultamento. Ao mesmo tempo, a Fenner segue colaborando, com total transparência, com os trabalhos do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) para apurar as causas do acidente.

Em mais de 20 anos de história, empresa sempre primou pelo cumprimento das regras e rotinas de segurança em todas as operações no trato e semeadura de lavouras ou de combate a incêndios florestais. Por isso o foco também é, a partir do trabalho do Cenipa, aprimorar as ferramentas de melhoria contínua da empresa para minimizar qualquer risco à atividade.

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