A semana passada foi marcada por dados de estagnação da indústria brasileira. Novidade? Nenhuma. Continuamos com uma grande capacidade instalada ociosa, economia ainda deprimida e ausência de reformas realizadas. Além disso, ainda somos uma economia muito fechada, o que nos tira competitividade frente às outras economias. Paciência, políticos são bichos esquisitos mesmo. O problema é termos que depender deles para que o Brasil decole.

De Brasília, mais barulho nesta semana. Agora é o Presidente que tenta encontrar uma forma de deixar o partido (PSL). Também, nenhuma surpresa, certo?

O dado positivo veio da inflação que, desculpe o trocadilho, veio negativa. Sim, deflação de 0,04% em setembro. No acumulado de 12 meses temos uma alta modesta, de 2,89%. Isso nos faz pensar em juros ainda mais baixos! Acreditam que já vi gestores falando em SELIC à 3,5%aa? Eu não duvido! Logo poderemos estar discutindo sobre juros reais negativos também no Brasil!

No campo internacional estamos de olho (ouvidos) nas conversas entre os chineses e americanos, que estão reunidos nestes dias. Houveram rumores (não confirmados) de uma volta antecipada dos chineses para casa. Na verdade, o Presidente Trump caracterizou as discussões como “muito, muito boas” e no final da tarde de sexta-feira, foi anunciado um acordo parcial entre os dois países. O entendimento faz com que a China faça algumas concessões agrícolas (compras adicionais principalmente carne suína e soja, além de novas medidas sobre propriedade intelectual – já discutidas aqui anteriormente) e os Estados Unidos suspendam alguns aumentos de tarifas sobre produtos chineses. O acordo foi considerado pelo Presidente Trump como “um acordo substancial na primeira fase”, e serviu para dar uma acelerada nos mercados mundiais ainda abertos neste horário. As conversas continuarão nas próximas semanas e dever reunir o Presidente Trump e Xi Jinping nos próximos dias.

Aderson Gegler,
Ph.D, Diretor da Moinhos
Investimentos /Divulgação

Um bom acordo poderia ser um gatilho para frear o desaquecimento comercial global. Para o presidente americano o acordo ainda seria crucial para o aumento das chances de reeleição, ou seja, todos têm interesse em que as conversas evoluam bem.

Precisamos estar atentos para o resultado deste encontro, pois disto depende, também, o futuro dos movimentos de juros americanos. Eles poderiam ter uma queda mais brusca e maior, caso as conversas não evoluam bem.

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