A rastreabilidade tem como objetivo garantir a segurança dos alimentos, mostrando desde a origem da fruta ou da hortaliça até chegar à mesa do consumidor | Reprodução/FN

A rastreabilidade tem como objetivo garantir a segurança dos alimentos, mostrando desde a origem da fruta ou da hortaliça até chegar à mesa do consumidor.

Para tanto, o Ministério da Agricultura (MAPA), juntamente com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), publicaram no Diário Oficial da União em 08/02/18 a Instrução Normativa Conjunta INC n° 2, de 08/02/18, definindo os procedimentos para a aplicação da rastreabilidade ao longo da cadeia produtiva de produtos vegetais frescos destinados à alimentação humana, para fins de monitoramento e controle de resíduos de defensivos, em todo o território nacional.

A importância da rastreabilidade dos alimentos as vantagens e os desafios para os setores envolvidos, desde produtores, intermediários, comerciantes e repartidores dos produtos que acima se enquadram na legislação, requer conhecimentos e entendimentos para implantar as tecnologias necessárias afim de enquadramento e cumprimento da legislação.

Com bastante surpresa e com um pouco de complexidade atingiu o setor, pois, boa parte dos hortifrutícolas comercializados atualmente no País não é rastreada. Para que o processo seja bem sucedido, cada elo da cadeia tem que assumir a responsabilidade de registrar todas as informações necessárias e os produtos expostos no mercado precisam ser acondicionados e identificados para facilitar o acesso a esses dados.

No mundo todo é comum surtos de doenças transmitidas por alimentos. Somente no Brasil, de 2000 a 2013, foram 8.800 casos – 138 envolvendo frutas e hortaliças. Com a rastreabilidade, é possível identificar a origem do problema e colocar em prática ações corretivas para que a contaminação não volte a acontecer. Para frutas e hortaliças, a rastreabilidade ganhou força com a criação da GlobalGAP, certificação de boas práticas agrícolas que passou a ser exigida pelos principais varejistas europeus. No Brasil as grandes redes varejistas também demandam hortifrutícolas rastreados e muitos possuem programas próprios de garantia de qualidade e origem desses produtos.

Conforme a publicação da normativa, o sistema de rastreamento possibilita, ainda, identificar onde há falhas e perdas na produção. Com a correção, há um ganho de eficiência, produtividade, além de economia de recursos, menor impacto ambiental e proteção à saúde dos envolvidos.

Há várias formas de compartilhar as informações de um determinado produto. Cada produtor, comerciante, intermediário e ou repartidor pode escolher a que melhor se adequa a seu produto ou negócio. O método mais simples é colocar os dados no rótulo. Essa modalidade não requer muita tecnologia ou investimento e permite um acesso rápido, porém, o volume de informações é limitado e pode ser facilmente adulterado. Outra informação é o código de barras linear, que comporta mais dados e tem baixo risco de ser comprometido. Com um scanner é possível visualizar a origem do produto.

Para tanto, estão disponíveis ainda o rótulo com código de barras, o código de barras bidimensional (QR code) e a RFID (identificação por radiofreqüência). O QR code é uma imagem em duas dimensões (2D) que pode ser codificada por um celular com câmera digital. Há aplicativos que revelam os dados contidos nele ou ainda um link na internet. É uma alternativa mais cara e por isso menos utilizada atualmente. Já o RFID é uma opção mais recente e pouco difundida, que identifica os produtos por radiofreqüência. A leitura é feita por antenas e leitores que fazem tanto a transmissão quanto a codificação dos dados.

A rastreabilidade também pode ser classificada quanto ao grau de compartilhamento das informações – fechado, semiaberto ou aberto – ou ainda pela abrangência dos dados, que pode ser completa ou parcial – englobando todo o processo produtivo ou somente uma parte.

De acordo com pesquisadores, a rastreabilidade traz reais benefícios a toda a cadeia, tanto econômicos quanto ambientais. Porém, ainda é necessário um ajuste entre os envolvidos quanto á importância da segurança alimentar para o setor e para o consumidor e o retorno financeiro para quem investe nessa prática.

1 COMENTÁRIO

  1. O que está proposto na resolução não chega sequer perto do que deveria ser um sistema minimamente aceitável de rastreabilidade.

    Temos soluções completas desde 2010, com plataforma tecnológica nacional e patente requerida no INPI.

    Participamos ativamente do processo de rastreabilidade de medicamentos (que, infelizmente, se arrasta em função de fatores políticos públicos e privados).

    Estamos à disposição para ajudar e esclarecer.

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Deixe um comentário
Please enter your name here