É Natal | Reprodução/FN

Diante de atitudes, perdas de entes queridos, ideias e acontecimentos que passam por nós diariamente, vemo-nos muitas vezes perdidos, sem saber o que fazer ou rumo a seguir.

Nos silêncios pesados de noites em que o sono foge na solidão dos dias cercados de compromissos por todos os lados, no labirinto de tabus e teorias, ou até de experiências alheias, emergem dúvidas, submergem soluções que possam manter a harmonia em nossa individualidade.

Mas enfim, somos vida. Um resultado da relação de cada um com o universo, com o cósmico.

Nossa vocação é sermos felizes, porque somos humanos. E os caminhos para tal felicidade podem ser semelhantes, na sua essência, mas são acima de tudo, originais, singulares e enraizados no Ser Eu de cada um, que abre os olhos para a vida. Pautados no bem individual ou coletivo e, na verdade. Todos os caminhos são válidos para a concretização do sonho de sermos felizes realmente.

Por isso, abramos a janela do nosso ser para a vida que renasce, deixemos entrar o sol. É a vida com seu brilho, luz e calor.

Claro, e sim, que há sempre o risco de encontrarmos sombra. E quem sabe também, tempestade e chuva.

Mas, se for assim, importa? O mundo é feito do dia e da noite, do sorriso e da lágrima, da angústia e da felicidade.

Está em cada um de nós valorizar adequadamente as coisas. É uma questão de opção. Se o bom momento dura menos do que o mau, é mister ser vivido com mais intensidade.

Tenhamos presente em nós; que se o feio não existisse, a beleza passaria despercebida. Ninguém saberia quanto vale o amor, se não corresse o risco de experimentar a solidão.

Vamos lá, renascer novamente.

Pensemos um pouco; enquanto há tempo, porque estamos vivos, que se a janela do renascimento não for aberta, restará a mesmice do homem ilhado em suas perplexidades.

Renascer é essencial. Repartir também, enfim o sol brilha para todos, salvo para quem vive encerrado, guardado, pensando que Deus curte amarguras, quando na verdade, nasceu entre nós fazendo as pessoas à sua imagem e semelhança, plantou felicidade e alegria.

Abençoemos a chuva se ela estiver caindo. A terra ficará fértil, o ciclo da evolução estará garantido. E, se, te assustar o vento que pode passar, reflita, ele também é vital ao equilíbrio do universo. Não tenhamos receio sequer da tormenta. Será o ponto de referência para que saudemos a bonança. E nos sintamos otimistas e agradecidos com a chance de sorrir, que nem todos tem.

Podemos estar seguros que é possível ser feliz! Sim, é verdade. Um dia ajudamos, outro somos ajudados. Inobstante para dar ou receber a mão, é imprescindível abrir a janela, pedir auxílio ou anunciar a disposição de querer ser útil e emprestar energia.

Calma, paz, serenidade. Sentemos um pouco para pensar e meditar. É Natal, a grande chance do renascimento. Pois lá fora não sabemos de vento, de chuva ou sol. Pressintamos, porém alegria. Adivinhemos o melhor. Vamos lá, tenhamos vontade de empurrar as pessoas para frente, provar a elas que é sadio ter a visão do bom. Tenhamos pressa de sair à rua, andar despreocupadamente, permitir que a vida entre em nossos poros e se derrame no riso da nossa criança interna, na ingenuidade dos sãos de espírito, na ternura dos afetos, na tolerância dos velhos, no ímpeto dos jovens, na ânsia da doação dos amantes, no milagre da fé. Pois é Natal.

Sim, há um templo em nosso interior. Ah! Se soubéssemos rezar no altar que o que Deus construiu em cada um de nós, com certeza acharíamos a chave da felicidade.

Vamos lá, abramos a janela. Apostemos no renascimento, na vida.

Porque se não abrirmos, será a escuridão, o oposto da vida que nos rodeará. E nós queremos viver, não é mesmo?

Então vamos lá! É NATAL

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