Cada vez mais pessoas, entre elas principalmente jovens entre 15 a 29 anos, acabam cometendo suicídio no Brasil, onde morrem 32 pessoas por dia por este motivo. Quando acontece, todos ficam pensando o porquê, ou seja, o que levou aquela pessoa a cometer tal ato.

Geralmente uma série de fatores levam alguém a acabar com a própria vida. Começa a dar tudo errado na vida da pessoa, sucessivas perdas, término de relacionamento, mortes de familiares, ao mesmo tempo em que podem ocorrer acidentes, dívidas, conflitos, descontentamentos no trabalho ou escola, dificuldade de autoestima, cobranças, não aceitação de si mesmo, medo da solidão, bullying, decepções, tudo ao mesmo tempo, levando a pessoa a desistir por não ter mais forças emocionais para lidar com tudo isso. Doenças como a depressão, pânico, transtorno bipolar, esquizofrenia, estresse, transtornos de personalidade, abuso de álcool e outras drogas, também são fatores que levam alguém a cometer o ato. Desta forma o suicídio pode ser algo planejado minuciosamente durante bastante tempo, ou também pode ocorrer por um surto psicótico, onde a pessoa pode ter alucinações visuais e auditivas, vozes de comando que ordenam que ela tire a própria vida. Então a pessoa pode estar com estado psicológico alterado, pensando erroneamente que não existe outra saída que não seja acabar com o sofrimento perdendo a vida, ou pode estar tão descompensada psiquicamente que não tem mais consciência dos próprios atos naquele momento.

É preciso estar atento a aquela pessoa que de repente muda seu comportamento, passa a se isolar, fica muito triste, negativa, deixando de ser vaidosa, abandona seu hobby preferido. Geralmente a pessoa dá sinais, falando indiretamente sobre não valer a pena viver, ou que não aguenta mais, que queria sumir, morrer. Pessoas que tiveram histórico de familiares antepassados que já cometeram suicídio ou sofreram de depressão, também apresentam maior risco.

De cada 10 suicídios, 9 poderiam ser evitados. Então é importante observar como estão os familiares, mantendo um bom diálogo na família, verificando se está tudo bem e estimulando a pessoa a procurar ajuda profissional caso perceba-se que seja necessário. Se for percebido algum risco, é necessário conversar com a pessoa, ser mais ouvinte que falante, oferecer apoio, não deixando a mesma sozinha. Também precisa ser tirado do alcance da pessoa os medicamentos ou quaisquer objetos como armas, cordas ou ferramentas que poderiam ser utilizadas para o suicídio. Após fortalecer a importância dela para seus familiares e amigos, é importante estimular a mesma a busca ajuda profissional.

O tratamento mais eficaz é a combinação de medicamento prescrito por psiquiatra, e a psicoterapia com psicólogo para mudar o sistema de pensamentos conscientes e inconscientes e ajudar a pessoa a lidar e enfrentar as dificuldades, melhorando o estado emocional, pois na verdade ninguém quer morrer, a pessoa só quer parar de sofrer e acaba usando um recurso muito radical para isso, em vez de procurar um tratamento médico e psicológico que a levaria a poder viver com menos sofrimento tendo a oportunidade de viver tantos momentos bons também. Às vezes o suicídio ocorre mais próximo do que se espera, até mesmo dentro da família, pegando todos de surpresa. Por isso a importância de estar sempre atendo, buscando ajudar quem pode estar precisando de ajuda.

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