Crédito: Lucas Uebel/Grêmio FBPA

Projetava eu, nesse espaço, que mesmo uma derrota por um gol não seria um resultado trágico para o Grêmio diante do excelente River Plate, em Buenos Aires. O Tricolor, contudo, foi muito além. Não só venceu, como mereceu vencer o confronto, resultado que o deixa muito próximo de mais uma final de Libertadores.

Sem Luan e Éverton, a estratégia defensiva armada por Renato foi impecável. Os donos da casa tiveram uma posse de bola ineficaz, pois o Grêmio, simplesmente, não ofereceu espaços nas proximidades de sua área. Os argentinos arriscaram arremates de media distância, mas pararam em outra atuação segura de Marcelo Grohe.

Michel, mesmo buscando o melhor ritmo após uma longa parada, foi o cara do jogo. Geromel e Kannemann voltaram a esbanjar competência. Alisson foi de grande importância tática.

A parada, entretanto, não está resolvida. O River já jogou muito mais na temporada e pode sim vir a Porto Alegre e reverter o quadro. Contudo, em repetindo a atuação segura que teve no Monumental de Nuñez, o Grêmio não irá decepcionar seus torcedores e chegará à etapa final da competição.

Hora de julgar Píffero

Os atos suspeitos – como os gastos em valores considerados exorbitantes com cartões corporativos e a contratação de obras – de integrantes da antiga diretoria do Inter, entre os quais o ex-presidente Vitório Píffero, deverão ser julgados na noite desta quarta pelo Conselho Deliberativo do clube.

O relatório apresentado pela comissão especial criada para investigar o caso tem dados que, realmente, causam estranheza e desconfiança. Piffero e companhia rebatem falando em perseguição política – em muito devido ao rebaixamento à Série B, em 2016 – e jurando inocência.

Ainda com relação à política colorada, o atual presidente Marcelo Medeiros anunciou que irá tentar a reeleição. Não deverá ter maiores dificuldades para ser reconduzido ao cargo.

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