Crédito: Breno Pataro/PBH

Superar a ausência de D’Alessandro, o possível desfalque de Rodrigo Lindoso, o retrospecto ruim como visitante – aliás, em BH, o Inter não vence o Cruzeiro em disputas nacionais desde 1987 – e a pressão que o adversário deverá tentar impor. Esses serão alguns dos maiores desafios a serem encarados pelo Inter, no Mineirão, na noite desta quarta, na tentativa de deixar encaminhada a vaga na final da Copa do Brasil.

Os cruzeirenses vivem num ambiente conturbado, no aspecto administrativo, que de certa forma causa reflexos dentro de campo, onde o clube ocupa uma das incômodas vagas da zona do rebaixamento do Brasileirão. Mesmo com um treinador muito experiente como Mano Menezes e tendo no elenco peças de indiscutível qualidade, a Raposa patina.

A fase colorada, no contexto geral, é excelente. No confronto de 180 minutos, mesmo que ligeiro, o favoritismo é do time de Odair Hellmann. Mas o Cruzeiro domina como ninguém arte de jogar a Copa do Brasil, onde é o atual bicampeão consecutivo e o recordista de conquistas. Ainda por cima, a competição representa a salvação da lavoura para os mineiros, que já deram adeus à Libertadores e não tem qualquer perspectiva mais animadora no Brasileirão. Não vai ser moleza.

O Inter conquistou o torneio mata-mata, somente, na edição do distante ano de 1992. Sua última final foi em 2009, quando acabou superado pelo Corinthians, na época treinado por Mano.

Clássicos nacionais na Libertadores

Com campanhas não mais que medianas no Brasileirão, Grêmio e Inter dedicam atenção toda especial para a Copa do Brasil e, especialmente, para a Libertadores. Os confrontos das quartas de final da disputa continental prometem fortes emoções.

Os gremistas irão encontrar o Palmeiras, de elenco muito badalado, mas que vem marcando passo. Se o alviverde paulista sobra em destaques individuais, o conjunto de Renato aparenta ser mais afinado. É daqueles confrontos que faz o vivente viajar no tempo. Como esquecer aqueles encontros de gremistas e palmeirenses na década de 90?

O Flamengo passou sufoco para sobreviver na disputa e agora aparece, revigorado, no caminho do Inter. Análise similar à anterior pode ser feita aqui. O rubro-negro formou um elenco de estrelas, mas o coletivo colorado, aliado ao fato de decidir a parada no Beira-Rio, contam a favor do time gaúcho.

Estou otimista. Acho que teremos grenais nas semifinais da Libertadores. E aí o Estado vai entrar em ebulição. E ainda poderemos ter finalíssima gaúcha na Copa do Brasil. Que ano!

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