Por alguns instantes, acompanhando a transmissão do sorteio da Conmebol para os confrontos das oitavas de final da Libertadores da América, cheguei a desconfiar que poderia pintar Gre-Nal. Mas o Inter terá pela frente o tradicional Nacional, do Uruguai, enquanto para o Grêmio ficou reservado o Libertad, do Paraguai, que já encontrou na fase de grupos.

Não são adversários fracos, mas, convenhamos, também não estão cotados entre os favoritos ao título. Enfim, ficou de bom tamanho para a dupla o sorteio. Gremistas e colorados poderão se encontrar na fase semifinal da competição, conforme o chaveamento.

Aliás, nas quartas de final, poderão pintar os confrontos Inter X Flamengo e Grêmio X Palmeiras. É pouco ou quer mais? Confrontos muito pesados, para deixar a Libertadores ainda mais eletrizante.

Mas a história ensina, ainda mais numa competição por vezes traiçoeira, que é preciso dar um passo de cada vez. Ou seja, foco total de colorados e gremistas nos adversários da vez.

As oitavas de final serão realizadas, somente, após a Copa América.

Hora de embalar

O Inter venceu e convenceu diante de um forte adversário, dessa vez o Cruzeiro, usando, novamente, bem o fator Beira-Rio. Não tivesse deixado pontos em Chapecó – perder para o Palmeiras, em São Paulo, está longe de ser absurdo – o time de Odair poderia estar com um cenário bem interessante no Brasileirão.

A propósito, o Colorado, faz tempo, não vence longe de Porto Alegre pela disputa nacional. E olha que não é por falta de qualidade. Talvez esteja faltando atitude, um pouco mais de ousadia, para os próprios jogadores e também para a comissão técnica. Resolvendo isso, o Inter poderá fazer outra campanha de respeito na competição. Para ser candidato ao título faltam mais algumas coisas.

Para o Grêmio não foi ruim empatar com o Corinthians, no Itaquerão. O que empaca a arrancada Tricolor são as derrotas sofridas na Arena e o empate com o Avaí, em Florianópolis. Os resultados estão muito abaixo das expectativas e não podem mais ser considerados “acidentes”.

O discurso de Renato segue carregado de confiança. Na Libertadores, deu certo. Mas o nível de exigência do Brasileirão é maior. Aliás, impressionante como Luan, nem de longe, consegue repetir o desempenho das temporadas mais recentes. O que anda acontecendo?

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