Crédito: Alexandre Vidal/Flamengo

Confesso que o oba-oba em torno do Flamengo, que não oi protagonizado por seus jogadores e dirigentes, mas sim pela imprensa do centro do país me levou a torcer um pouco menos pelo time brasileiro na final da Libertadores. O conjunto de Jorge Jesus não foi brilhante, contudo, teve competência para conquistar uma incrível virada sobre o River Plate e conquistar o seu segundo caneco da tradicional e badalada competição.

No dia seguinte, contando com o tropeço do Palmeiras diante do Grêmio, o rubro-negro chegou, matematicamente, ao título do Brasileirão. Na verdade, os cariocas, a partir da mudança no comando técnico, passearam na disputa doméstica. Poucas vezes se viu tamanha superioridade de um time em relação aos demais.

O português sepultou mantras dos “entendedores” de futebol dessas bandas. Não é preciso priorizar uma única competição. Não é necessário, em razão disso, que se use times alternativos (ou reservas, como queiram). Rodízio de atletas, como aquele implantado pelo uruguaio Diego Aguirre no Inter, lá em 2015, são abomináveis.

Outra verdade. Merece atenção especial também o trabalho extra-campo do Flamengo. Impressiona a recuperação clínica de seus jogadores, quando de lesões, que, aliás, são muito raras por lá. Tem jogadores na dupla Gre-Nal que sofreram lesões faz um século e ainda não voltaram às atividades.

Por fim, compreensível as ressalvas de treinadores estrangeiros para cá, como Jesus e Sampaoli, esse tirando leite de pedra no Santos. Admito, eu também estaria enciumado. Cada vez mais, entendemos porque os treinadores brasileiros não têm vez na Europa.

Libertadores e pré-Libertadores

O título do Flamengo facilitou ainda mais as coisas para a dupla Gre-Nal. O Grêmio, no mínimo, já garantiu presença na Pré-Libertadores, mas pelo andar da caruagem vai garantir vaga direta na fase de grupos da competição. Será a quinta participação consecutiva gremista.

Já o Inter, apesar do esforço danado para ficar de fora, também deve ser presença confirmada na disputa continental. Impressionante como não consegue superar a depressão causada pela derrota na decisão da Copa do Brasil, há mais de dois meses. Simplesmente, o time perdeu o rumo.

Uma reformulação, de elenco e de ideias, é urgente nas bandas do Beira-Rio.

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