Reprodução/FN

O tema tem alimentado debates, por vezes acalorados. O Brasil já está em condições de viabilizar as disputas de campeonatos oficiais de futebol? O Rio de Janeiro se apressou na resposta e o “Cariocão” teve rodada já no último final de semana. Não bastasse isso, a prefeitura do Rio sinaliza com a possibilidade dos estádios receberem torcedores a partir do próximo mês. Uma precipitação total, convenhamos.

Na Europa, vejam bem, na Europa, nas principais ligas, a presença de público nas arenas sequer é cogitada com força. Isso que no velho continente, aparentemente, o pior já passou. E os recursos de saúde e prevenção, além da própria consciência governamental, são muito superiores aos nossos.

Os números do Rio são bem piores que os de nosso Estado. Ainda assim, a retomada do Gauchão, sonhada por clubes e pela federação para ocorrer na metade de julho, parece um tanto incerta. O Governo do Estado segue com um discurso de cautela e atento às orientações de importantes órgãos de saúde, ainda que essas não gozem de consenso – o que em boa parte é alimentado por questões de ideologia política.

Os clubes sentem com força o tempo de paralisação em razão da Covid-19. A sociedade toda amarga as consequências da terrível pandemia. Ainda assim, é temerário precipitar algumas situações.

Se aqui a federação sinaliza com Gauchão a partir de julho, a CBF já chegou a um entendimento com os dirigentes dos principais clubes para iniciar o Brasileirão em 8 de agosto. O campeonato terá as tradicionais 38 rodadas, devendo se estender até fevereiro de 2021.

Paira um otimismo no ar pela entidade máxima do futebol brasileiro. Tomara que exista um bom planejamento para isso. O futebol, mesmo que desdenhado por alguns, tem sim importância no nosso cotidiano, proporcionando lazer e entretenimento. E, claro, quem sabe, ajudando as pessoas a ficarem mais em casa, um dos cuidados mais elementares nesse momento segundo quem entende do assunto.

Muito mais incertas são as realizações de campeonatos varzeanos, amadores. No Vale do Caí, acontecem disputas importantes e que tem demandado investimentos consideráveis por alguns clubes. Esses, em grande parte, estão com cofres raspados em razão da impossibilidade de realização de eventos para arrecadação de recursos. Outrossim, impensável, ao menos por enquanto, promover aqui também jogos com portões fechados. Não há estrutura para prevenção. E sem receitas de vendas de ingressos e bebidas a roda não irá girar de forma alguma.

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