Crédito: Lucas Uebel/Grêmio FBPA

Os resultados dos jogos de ida das quartas de final foram decepcionantes e complicaram demais a vida da dupla Gre-Nal na Libertadores. Mas vejo no Inter e no Grêmio possibilidades e condições de reverterem as vantagens, respectivamente, de Flamengo e Palmeiras.

O Inter precisa, no mínimo, marcar dois gols, mas joga do Beira-Rio. O Grêmio precisa um, mas a parada é no Pacaembu. Dificuldades similares, portanto, no conjunto das obras.

O Grêmio pecou, novamente, em objetividade contra o time de Felipão, tendo uma posse de bola muito enganosa e pouco perigo levando ao adversário que, inclusive, criou oportunidades para ampliar o placar na Arena. O prejuízo do Tricolor poderia ter sido maior.

Mesmo sem ser brilhante e abusando da cautela, os colorados controlavam o rubro negro, num Maracanã lotado. Mas, a partir dos 30 minutos da etapa complementar, a casa de Odair Hellmann caiu. O Inter não fez por merecer melhor sorte, mas poderia ter saído vivíssimo do Rio se Nico Lopez não tivesse desperdiçado uma chance incrível. Aliás, que fase terrível vive o uruguaio.

Ainda que o contexto não recomende, ainda é possível apostar fichas na dupla Gre-Nal. Daqueles confrontos para entrarem para a história.

De fora da festa

Páreo bem equilibrado na disputa pelas primeiras posições no Brasileirão. Hoje, o Flamengo lidera a parada, mas é seguido de muito perto por Santos, Palmeiras e São Paulo. E ainda tem o Corinthians, com seu futebol pragmático, querendo entrar na peleia pelo título.

Fala-se que a fórmula de pontos corridos não proporciona emoção. De fato, não proporciona para alguns, que não encaram a competição com a importância que deveriam dedicar, casos de Inter e Grêmio, por exemplo.

Ando um tanto cético. Pelo retrospecto histórico, e pelas decisões tomadas nos gabinetes e vestiários da dupla, não vejo possibilidade de gremistas e colorados voltarem a mandar na competição mais importante do país. Desde 1996, quanto ainda reinava o formulismo, que os gaúchos não sabem o que é ser campeão brasileiro.

É tempo demais no seco.

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