Colorados perderam de virada para a Chapecoense (Crédito: Ricardo Duarte/Site do Inter)

Outra vez o Inter volta de Chapecó amargando uma dura derrota. Os colorados não souberam aproveitar os tropeços de adversários diretos na rodada, jogaram pouco e não podem reclamar da sorte, dando-se o luxo de errar um pênalti no último minuto do confronto na lotada Arena Condá. Aliás, por que Damião e não D’Alessandro efetuou a cobrança?

O time de Odair Hellmann vinha mantendo uma longa invencibilidade desde o tropeço ocorrido contra o América Mineiro, aliás, um jogo com ingredientes parecidos com o da noite dessa segunda-feira. E não me refiro à camiseta verde do adversário, mas sim ao excesso de respeito – ou seria soberba? – diante de um adversário, absurdamente, mais fraco.

Sempre digo que a diferença num campeonato tão equilibrado como o Brasileirão está nos pontos perdidos contra os ditos “pequenos”. Há 13 rodadas ainda pela frente e, em tese, o carnê do Inter é menos complicado que os de São Paulo e Palmeiras. Mas os pontos deixados em Chapecó podem sim fazer uma falta enorme lá na frente.

O próximo jogo também será longe de Porto Alegre e, igualmente, contra um adversário que não vive grande momento. O Inter não pode nem pensar em voltar de São Paulo sem pontos conquistados diante do Corinthians. O fracasso no oeste catarinense deixou a corda esticada em se tratando de luta pelo título.

A zebra argentina no caminho

Com astral revigorado após a vitória de seu time reserva sobre o Paraná, que caminha a passos largos de volta à Série B, o Grêmio irá encarar, na noite desta terça, o ilustre desconhecido Atlético Tucumán, que não está entre as grandes forças do futebol argentino, mas vem surpreendendo. No campeonato nacional dos hermanos, ocupa, neste momento, a segunda colocação. O astral por lá é muito positivo, portanto.

Na Libertadores, o Tucumán também não para de surpreender. Ainda que não tenha pegado um grupo tão complicado na fase classificatória, chegou às quartas de final despachando o respeitável Nacional, da Colômbia, que não faz muito andou conquistando a América. O clube vive a melhor fase nos seus 116 anos de trajetória.

Da porta do vestiário para fora, o discurso tricolor é de respeito, mas, mesmo com aquele susto diante do Estudiantes, convenhamos, o favoritismo é gremista. Na parte técnica, vêm mudanças importantes e talvez providenciais, com as ausências de Leo Moura, Jael e André.

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