Crédito: Reprodução

A derrota sofrida no confronto de ida da decisão da Copa do Brasil não parece ter abalado os colorados. O excelente retrospecto quando joga no Beira-Rio, que deverá ter novo recorde de público, faz acreditar que o Inter consiga se impor sobre o Athlético Paranaense e garanta o bicampeonato da competição, que venceu pela primeira vez no distante ano de 1992. Naquele ano, coincidentemente, também teve derrota no primeiro confronto decisivo, então contra o Fluminense.

Verdade que só o estádio não joga. Algumas individualidades do conjunto de Odair precisarão render muito mais. Em Curitiba, poucos foram os destaques vermelhos. A falta de inspiração, aliada à velha postura de extrema cautela, levaram o Inter ao revés, que poderia ter sido ainda pior não fosse uma estupenda defesa de Marcelo Lomba.

Os paranaenses não gozam de bom retrospecto como visitantes, mas não chegaram nessa decisão de graça. Inclusive, em tese, o caminho do Furacão foi mais complicado que o do Colorado, tendo que passar por rivais como o Flamengo e o Grêmio. Um time onde despontam jogadores como Santos, Rony e, especialmente, Bruno Guimarães – que fez o único gol na Arena da Baixada – merece todo o respeito.

Agora, se os principais jogadores colorados estiverem numa noite iluminada, a taça vai ficar por Porto Alegre mesmo.

Recuperação no Brasileirão

Ainda que com time reserva em Minas, o Inter atropelou o Atlético no Independência e, contando com resultados paralelos favoráveis, finalizou o primeiro turno do Brasileirão no G4. Um desempenho formidável, levando-se em conta que o clube não vem dando lá muita atenção à competição, cenário que deve mudar no returno, quando a utilização do time principal nos confrontos será a tônica. Dá para avançar ainda mais na tabela, mas brigar pelo título, convenhamos, é algo muito remoto diante da superioridade do Flamengo e da recuperação do Palmeiras.

O Grêmio emendou bons resultados na reta final do turno e chegou à oitava colocação, estando a apenas quatro pontos do G6 e a cinco do G4. Pelo potencial indiscutível de seu grupo, por ter mantido Everton, vai crescer ainda mais na parada. A tendência é de que, a exemplo do Inter, finalize a disputa como um dos classificados à Libertadores. Isso se não conseguir vaga direta com um possível título da edição deste ano.

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