Crédito: Cleo Meurer/FN

O São Paulo nem de longe repete o desempenho estupendo que teve no primeiro turno, é uma grande verdade. Aliás, nos trabalhos mais recentes de Diego Aguirre, incluindo sua passagem pelo Beira-Rio, em 2015, isso não chega a ser surpresa. Seus times, invariavelmente, perdem o gás na hora do “vamos ver”.

O Inter, entretanto, não tem nada com isso. Precisava vencer, e vencer bem, para tirar um adversário direto do seu caminho e também para tentar melhorar sua imagem depois do fiasco no Recife. Com Beira-Rio lotado por mais de 45 mil torcedores – recorde do estádio após a reforma -, o time de Odair Hellmann fez tudo o que se esperava dele. Com atitude, raça e qualidade, virou sobre os paulistas e manteve o sonho do título do Brasileirão vivo.

O treinador colorado, por uma infelicidade de Potker, acabou tendo sorte. O atacante tem qualidade, mas vem numa fase terrível, muito abaixo mesmo do que já mostrou. Sofreu uma lesão muscular, o que acelerou a entrada de Leandro Damião no time, que teve uma atuação daquelas de lembrar seu promissor início de carreira. D’Alessandro, o velho e ultrapassado argentino para alguns, teve atuação exuberante, assim como seu conterrâneo Victor Cuesta, o melhor zagueiro da competição até aqui.

Jogar em casa tem sido fator determinante para a grande campanha colorada, mas quem quer algo mais, ainda mais quando se tem como grande rival o fortíssimo Palmeiras – e ainda é preciso considerar o ressurgimento do Flamengo -, precisa se impor fora de casa também. O Inter ficou devendo, não só em resultados, mas também em atitude nos últimos jogos fora de Porto Alegre. É preciso resolver esse equívoco, acreditar mais.

Antes de sair do Estado, novamente, o clube jogará no Beira-Rio. Vem aí um Santos que, diferente do São Paulo, faz ótima campanha no returno. Pedreira.

 

Tudo é Libertadores, agora

            Está certo que o Grêmio estava desfalcado, mas o Palmeiras também estava. A diferença é que Felipão tem um grupo mais qualificado, com peças de reposição de maior eficiência. Com naturalidade, o Verdão se impôs e mostrou que é o mais forte candidato ao título nacional, como ratificou sua condição de um dos favoritos ao título da Libertadores.

Como ocorrido após o mais recente Gre-Nal, o Tricolor ficou distante oito pontos do líder. Faltando, apenas, nove rodadas a serem jogadas, é muito improvável que a turma de Renato ensaie uma nova reação.

Naturalmente, o foco passa a ser total na Libertadores. Ainda que o jogo tenha sido antecipado, duvido que a comissão técnica gremista se atreva a usar qualquer titular contra o América Mineiro, no sábado. Até porque já há alguns problemas importantes, como Everton e agora Luan, que também passou a ser dúvida para o enfrentamento com o River Plate.

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