Animais devem ser remanejados para lares temporários, ficando com responsáveis isentos de interesse na situação - Reprodução/FN

Atendendo solicitação do Ministério Público (MP), que ingressou com ação criminal, a 1ª Vara Judicial da Comarca de São Sebastião do Caí determinou ontem, sexta-feira, o sobrestamento da decisão proferida anteriormente. Comi isso, os cães da raça Pug, que foram resgatados de um canil do Caí na sexta-feira da semana passada, não deverão ser devolvidos imediatamente para a criadora. Segundo a Justiça, a justificativa é para que haja o adequado cumprimento das diligências determinadas.

Conforme a promotora de Justiça, Cristine Zottmann, o Ministério Público está agindo para garantir a integridade e bem estar dos animais até que haja adequado esclarecimento de todos os fatos. “O MP entende que no momento o ideal é que os animais não sejam restituídos para a proprietária, mas também não permaneçam onde estão no momento, mas sim remanejados. Para que fiquem com responsáveis isentos de interesse na situação”, declarou à promotora, citando que a princípio deverá ter o auxílio da ONG de São Sebastião do Caí neste remanejo.

Como o processo tramita em sigilo, não foram fornecidos maiores detalhes. Conforme advogada do grupo que fez o resgate dos animais, como houve o sobrestamento, suspendendo a devolução dos cães para a proprietária, o recurso solicitando a revogação da liminar que concedia a entrega para a criadora deverá ser ingressado na próxima terça-feira, dia 13. Já o advogado da criadora diz que está analisando o processo e pretende demonstrar que não houve crime de maus-tratos, solicitando a imediata devolução dos cães.

Relembrando o caso

Na sexta-feira da semana passada, dia 2, um grupo de ativistas de Porto Alegre, após receber denúncias de maus-tratos, invadiu um sítio no bairro Lajeadinho, em São Sebastião do Caí. No local funciona o canil 3 Q Pugs. Segundo a proprietária, Patrícia Andrade Gomes, mais de vinte pessoas invadiram o local, arrombando o cadeado do portão, quebrando portas e retiraram do canil 54 cães da raça pug. Ela nega que animais fossem maltratados. Já o grupo de ativistas confirma o resgate de 49 pugs, alegando que eram vítimas de maus-tratos e estavam em local insalubre. Vídeos e fotos foram registrados.

Os envolvidos foram para a Delegacia de Polícia e foi instaurado inquérito policial para apurar os fatos. Os animais foram para lares temporários dos membros do grupo que fez o resgate. Mas na última quinta-feira a Justiça do Caí concedeu liminar à proprietária dos cães, determinando a devolução dos Pugs. Uma nova determinação ocorreu ontem por parte da Justiça, através do sobrestamento, o que implica na suspensão da devolução dos animais para a proprietária até que seja tomada uma nova decisão.

2 COMENTÁRIOS

  1. Ganha 8 mil pela venda de um único cão e acha muito 12 mil para um aparelho que a ajuda na fábrica de dinheiro a custas dos pobres Pugs. …a lei há de ser cumprida em prol dos inocentes Pugs.

  2. Acho bom. Primeiro se apuram os fatos examinam-se as PROVAS. A proprietária alegar que não há maus tratos seria o esperado.

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Deixe um comentário
Please enter your name here