RBS TV destacou o encontro de familiares do Caí e de São Jerônimo, que até então não se conheciam e comemoraram com churrasco no CTG Lauro Rodrigues - Reprodução/RBS TV

O programa Bom Dia Rio Grande destacou ontem, segunda-feira, dia 11, um reencontro de família que foi muito emocionante. E o fato, que teve a cobertura da reportagem da RBS TV, aconteceu em São Sebastião do Caí, no CTG Lauro Rodrigues, neste domingo. Não faltaram abraços e lágrimas de emoção, além de muitas histórias para contar.

Anderson, do Caí, e Renata, de São Jerônimo, já se conheciam do tradicionalismo faz 5 anos, mas não imaginavam que eram primos
– Reprodução/RBS TV

O jornalista Anderson Hartmann, do Caí, e a professora Renata Cássia Pletz, de São Jerônimo, são amigos há mais de cinco anos, já que atuam juntos na presidência do Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG) do Rio Grande do Sul e sempre se encontram nos eventos oficiais. E até brincavam que era uma amizade que parecia vir de outras vidas, tamanha a conexão. Após uma publicação nas redes sociais, descobriram que integram a mesma família, sendo primos. E decidiram comemorar reunindo os familiares ontem no CTG do Caí, situado no bairro Quilombo.

Anderson e Renata trabalham voluntariamente lado a lado pelo MTG, ele como diretor de cursos e ela como vice-presidente de cultura. Ao pesquisarem a ascendência da família, de origem portuguesa, se surpreenderam ao saber do parentesco. Renata contou que mandou fazer um azulejo português no nome da família Pletz, de seu marido, mas na postagem explicou que a mãe se chamava da Costa Moraes Pereira Ramos. Anderson comentou no post citando que seu avô era Basílio da Costa, um caixeiro-viajante. Aí Renata disse que Basílio da Costa era seu bisavô. “A prova real veio quando um dos parentes mais antigos do primeiro casamento do vô Basílio disse ter visitado a família no Caí e ter conhecido o Airton, que tinha um olho de vidro. Aí não restou dúvidas que éramos da mesma família”, comemora Anderson, aliviado por descobrir as origens do avô e sua imagem (nem fotografia a família tinha do Basílio).

Trocando informações, foi falado que Basílio teve uma primeira família em São Jerônimo, onde teve esposa Anna Maria e seis filhos, sendo que os dois últimos, gêmeos, morreram com a mãe no parto em 1927. Então o caixeiro-viajante decidiu se mudar para o Caí, onde se casou com Maria Juventina e teve mais quatro filhos (Airton, Evinha, Ivone e Eronita), mas ele morreu quando eles ainda eram crianças. As famílias de São Jerônimo e do Caí, até então, não se conheciam. Na verdade até se conheciam e tinham amizade, como Anderson e Renata, mas não sabiam que eram parentes.

Agora a família cresceu. Afinal, os descendentes do patriarca Basílio já estão na quinta geração. Formaram um grupo de whatsApp que logo ficou repleto de membros. Passaram a compartilhar fotos e histórias. E após 60 anos, o tão esperado encontro ocorreu ontem no Caí, com um saboroso churrasco. Além do sangue, também estão unidos pelo tradicionalismo.

As irmãs Ivone e Eronita comemoraram o fato de descobrirem uma grande família
– Crédito: Reprodução/RBS TV
Evinha, Ivone e Eronita
– Reprodução/FN

Filhas do segundo casamento de Basílio, as irmãs Eronita Hartmann e Ivone da Silva Gomes não sabiam que tinham tantos sobrinhos. “Estamos realizadas”, comemoraram. Não conheciam o pai nem por fotografia. Agora, além de fotos, conheceram sua grande família. A reportagem da RBS TV pode ser conferida no site G1 com o título “Amigos há mais de cinco anos em CTG descobrem que são parentes e promovem encontro da família no Rio Grande do Sul”.

Basílio deixou São Jerônimo e se mudou para o Caí, formando uma segunda família, mas os parentes das duas cidades não se conheciam
– Reprodução/FN
Filho mais velho de Basílio, Airton tem vários descendentes no Caí
– Reprodução/FN

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