Luiz Carlos Bohn lamenta os prejuízos, destacando que não existem evidências que a abertura do comércio provoque contágio - Crédito: João Alves/Reprodução

O empresário caiense Luiz Carlos Bohn assumiu a presidência do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac em 2014, sendo depois reeleito para até 2022. É também vice-presidente da Confederação Nacional do Comércio (CNC).

Luiz Carlos Bohn lidera a principal entidade empresarial do ramo do comércio e serviços no Estado, representando 52,5% do PIB do Rio Grande do Sul e está à frente de 103 sindicatos empresariais.

Diante de uma crise sem precedentes, as restrições ao comércio e serviços, impostas pelo Governo do Estado em decorrência da pandemia do coronavírus, tem gerado grandes prejuízos para as atividades econômicas. Para Luiz Carlos Bohn, é o pior momento vivido pelo empresariado, lembrando a situação difícil de ter de demitir funcionários, pois são famílias atingidas, renda que deixa de ser gerada e custo elevado para o empregador.

Presidente reeleito da Fecomércio, Luiz Carlos Bohn garante que o comércio tem adotado as medidas necessárias de segurança
– Crédito: Juliana Moscofian

Com relação ao sistema de distanciamento controlado, adotado pelo Estado, Bohn diz que a Fecomercio sempre teve uma posição favorável com relação às bandeiras, para mostrar os níveis de risco de cada região. Entretanto, ocorrem discussões com o governo com relação aos protocolos adotados para cada bandeira. “O que funciona e não funciona em cada bandeira”, afirma.  “Sempre defendemos que deveria funcionar o comércio e serviços até na bandeira preta. Com o mínimo de atendimento. E na amarela com 100% do atendimento”, completa. Ressalta que a semana do dia dos pais foi uma segunda data boa para começar as vendas deste ano. A outra foi do dia dos namorados, enquanto no dia das mães não estava aberto. “Foi uma recuperação mínima para o que já se perdeu. Os prejuízos são grandes, principalmente no emprego e nos pequenos negócios. Já temos 130 mil demissões no Estado, entre março e maio, mais de 580 mil contratos de trabalho suspensos, o que representa mais de 700 mil pessoas em risco da perda de seu emprego. Isso é o grande prejuízo da pandemia”, entende.

Após a criação do Gabinete de Crise, os empresários ganharam voz, ao lado de especialistas e representantes de outras entidades. “A Fecomércio acentuou a sua posição em defesa da atividade produtiva”, lembra Luiz Carlos, enfatizando propostas para minimizar os impactos da doença na economia. “A reabertura do comércio deve ser feita com todos os cuidados para a saúde. Não existem evidências de que a reabertura do comércio ampliou o contágio pela pandemia. Economia e saúde caminham juntas. Se não houver saúde econômica também não haverá recursos financeiros para o governo cuidar da saúde”, afirma, reforçando que a abertura do comércio deve acontecer com toda segurança, aplicação dos protocolos, higienização dos espaços, separação das pessoas e tudo que é recomendado.  “As lojas não são focos da transmissão da doença. Não dá mais para esperar. Muitas micro e pequenas empresas fecharam suas portas e isso é uma perda muito grande para a economia”, completa.

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