O doutor Carlos gostava de alimentar os macaquinhos que vivem livremente no Morro do Hospital /Reprodução/FN

Morreu na terça-feira, dia 23, o doutor Carlos Alberto Krautler, médico que trabalhou por muitos anos no atendimento de plantão do Hospital Sagrada Família. No exercício desta função que o Doutor Carlos, tornou conhecido por quase todos os caienses.

Além do seu trabalho no hospital, ele tinha também uma clínica particular na sala 1 da galeria situada no centro da cidade, à rua Marechal Floriano Peixoto, ao lado da Casa Adam, onde prescrevia remédios homeopáticos.

Natural de Lajes, Santa Catarina, e foi um entre os 11 filhos de Joseph Wilhem Kräutler. Ou Guilherme Krautler como passou a ser chamado depois da sua naturalização. Durante a Segunda Guerra Mundial a Alemanha foi declarada nação inimiga do Brasil o que levou os alemães aqui residentes a serem discriminados no Brasil.

O doutor Carlos nasceu em 1951 e, quando jovem mudou-se para Porto Alegre, ingressou na Força Aérea Brasileira, onde atuou como especialista em comunicação aérea. Mesmo trabalhando na Aeronáutica, Carlos Krautler estudou medicina e formou-se em Medicina pela Universidade Federal de Ciências da Saúde, de Porto Alegre. Em 1994 ele desligou-se da Aeronáutica e passou a se dedicar totalmente à medicina.

Carlos Alberto mudou-se para o Caí, era casado com Nara Joice Job Krautler, mas sua esposa não se adaptou na cidade, por ser muito pequena, e o casal separou-se. Teve os filhos, Carlos Jonatan Job Krautler, 37 anos Daniel Job Krautler 36 anos e Andressa Mariana Job Krautler 21 anos e ainda os netos Matheus Vieira Job Krautler, hoje com cinco anos, e Isabela de Matos Krautler com quatro. Ele não casou novamente.

Ultimamente o Doutor Carlos vivia na casa de repouso Aconchego e Felicidade, situada próxima ao hospital onde trabalhava.

O Doutor Carlos era grande apreciador da leitura e não era de muita conversa. Homem muito culto. Faleceu na manhã desta terça-feira, dia 23 de outubro, com a idade de 67 anos. Ele sofria de DPOC, Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica.

Na casa de repouso, onde residia ultimamente, ele gostava de alimentar os macaquinhos que vivem livremente no Morro do Hospital.

Dr. Carlos foi velado na funerária Forneck Mattana, no Caí, e a sua cremação será hoje às 10 horas no crematório Jardim da Memória em Novo Hamburgo.

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